quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Iogurte grego: quando o que já era divino fica ainda melhor!


Pense numa pessoa parcial, suspeita e tendenciosa para falar de iogurte. Esta sou eu. Mas apenas em relação ao iogurte feito em casa, pois os de supermercado não me interessam há muito tempo. E não é por frescurite natureba e auto sustentável não, é uma questão de sabor!

... e de consistência.

Adoro iogurte bem denso, daqueles que facilmente se transformam em pastinha com adição de algum tempero ou ervas frescas, ou quando batidos com uma colher ficam tão cremosos que é uma delícia comê-los purinhos ou apenas com um fiozinho de mel!

Mas, por mais que eu tentasse atingir esta consistência acrescentando leite em pó no preparo do meu iogurte caseiro, apenas com a drenagem do soro é que ele se transforma neste manjar dos deuses. E iogurte grego, felizmente, meus amigos,  é nada além de iogurte caseiro drenado por 24h, ou menos ou um pouco mais, conforme o seu gosto.

O importante é usar leite integral o menos pasteurizado e processado possível porque, quanto maior a quantidade de gordura, mais intenso o sabor e mais cremosa a consistência. E para os fatfree freakers, proponho um desafio: comam metade da quantidade deste iogurte gordo, denso e cheio de sabor, pela mesma quantidade de calorias e com o dobro do prazer que um iogurte desnatado, ralo e insoso lhes oferece!   

Não é difícil encontrar receita de iogurte grego na internet e só não havia feito até hoje porque não tinha o tal cheesecloth, um pano fininho para fazer queijo utilizado para a drenagem. Foi então que recebemos um dica valiosa de uma colega do chéri: utilizar touquinhas descartáveis, daquelas de cozinha que você encontra com facilidade em casas especializadas, vendidas aos montes por um precinho módico!

Dããã! Para e pensa porque nunca teve esta idéia :-p

Na mesma noite em que consegui as touquinhas, peguei umas boas colheradas do my precious e coloquei num coador de plástico (um dia terei apenas de inox...) forrado com a touquinha e apoiado sobre as bordas de um tuppeware redondo. Mais gambiarra impossível!






Cobri com a tampa e deixei drenando por 24h. Escorreu bastante soro, que guardei num pote de vidro com tampa para substituir o buttermilk no preparo do meu próximo bolo. Então despejei o iogurte grego num potinho e, ao invés de batê-lo com um garfo ou colher para ficar extra cremoso, deixei do jeito que estava, preservando sua consistência de queijo cremoso.


Na manhã seguinte misturei (sem bater com garfo)  um bocado com um fio de azeite e sal e comemos com torrada no café da manhã. Miaaaam!

Já de noite, preparei umas bruchettas cobrindo algumas fatias de pão italiano levemente tostado  e saído do forno com um outro tanto do iogurte grego, desta vez bem batido, com um pouco de extrato de baunilha caseiro. Por cima salpiquei amêndoas e pistaches tostados rapidamente numa frigideira e reguei um fio de mel esquentado para ficar mais fluido. Um luxo!

Estou absolutamente in love com o meu mais novo caseirinho e já coloquei mais um tanto de iogurte caseiro para drenar. Desta vez pretendo rechear muffins, adaptando uma receita de um livro novo, que pede uma variedade de queijo de cabra que não costumo ver por aqui... 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Gelatina de uva e especiarias com gosto de vinho quente... gelado e sem vinho, vai entender??



Gelatina feita em casa, com pó ou folhas sem sabor, utilizando suco de fruta natural, chás perfumados, especiarias e ervas aromáticas são saborosas, cheias de proteína e vitaminas, práticas de fazer e de comer, além de resultarem em belezinhas coloridas em formatos divertidos.

Depois que você descobre que a gelatina é um excelente veículo para carregar sabores e texturas das mais variadas, ela perde aquela pecha de 'sobremesa de dieta' e ganha ares do que você quiser... de sobremesas refinadas e frugais, (utilizando espumante ou vinho rosé, por exemplo), às delicinhas perfumadas (com infusão de chás e especiarias) e aos mais robustos, coloridos e divertidos dos lanches de meio de tarde, ou do recreio das crianças, com pedaços de frutas, balinhas de gelatina, sucos naturais e o que mais sua criatividade puser!

Inspirada pelos sabores da temporada junina fiz esta gelatina de uva com cascas de maçã e canela em pau... e não é que ficou com gostinho de vinho quente!


Gelatina de uva e especiarias

Ingredientes:

400ml de suco de uva orgânico de boa qualidade (é ele que vai dar todo o sabor, então vale investir num suco de boa qualidade);
100ml de chá de erva doce (ou água);
1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor (12g);
1/4 xíc de açucar granulado;
1 pau de canela;
cascas de uma maçã (usei fuji);


Preparo:

1. Junte o suco de uva e o chá de erva doce numa jarra e separe em duas porções de 250 ml;

2. Numa panelinha em fogo médio despeje uma porção do suco +chá e o açucar. Misture com uma colher de pau até que o açucar esteja dissolvido. Junte a canela em pau e a casca de maça. Deixe ferver por alguns minutinhos, desligue o fogo e tampe a panela;

3. Despeje a gelatina em pó numa tigelinha e cubra com um pouquinho da outra metade de suco+chá. Aqui use apenas o suficiente para cobrir a gelatina (em dois ou três minutinhos o pó da gelatina reagirá com a água tornando-se gelatinoso);

4. Destampe a panela e despeje seu conteúdo numa jarra, passando por um coador para filtrar o pau de canela, as cascas de maça e eventuais gruminhos de açucar;

5. Volte para a panelinha e, se o líquido ainda estiver morno, despeje a gelatina e mexa bem até que ela se dissolva por completo. Se o líquido já estiver frio, despeje a gelatina, e acenda o fogo em chama baixa e vá mexendo até a gelatina se dissolver. O calor destrói a capacidade de aglutinação da gelatina então não deixe ferver e aqueça apenas o suficiente para dissolvê-la;

6. Feito isto, coe novamente este líquido para filtrar eventuais gruminhos de gelatina que não se dissolveram bem e despeje na outra porção do suco+chá;

7. Misture bem e distribua em um potão ou em potinhos com tampa. leve à geladeira até firmar.

nota: Se quiser desenformar a gelatina, molhe o recipiente com água gelada antes de verter a gelatina ainda líquida e, para garantir que desenforme com facilidade, mergulhe rapidamente o recipiente em um dedinho de água fervente antes de desenformá-lo. 

sábado, 28 de julho de 2012

Barrinhas de morango e granola



Há tempos namorava receitas de barrinhas pela internet, cultivando um amor platônico por achar que eram muito trabalhosas e coisa e tal...

Até que um dia deparei-me com 2 caixas de morangos na geladeira, um pote de granola que inexplicavelmente ninguém mais comia, sobras de um frangipane que usei para rechear minhas primeiras bombas de chocolate e nenhum doce para alegrar os corações. 

O único lugar da casa que não estava um caos era a cozinha, meus planos para o domingo haviam se convertido em encaixotar parangolés e arrastar móveis, e assim... preparar massa, assar, esfriar, preparar recheio, preparar cobertura, assar e esfriar novamente para então degustar o docinho, me pareceu a coisa mais simples e prazerosa do mundo!

E foi mais simples do que pensei. A massa era super fácil de preparar (só misturar tudo numa tigela), o creme já estava pronto e picar morangos é algo que se faz num piscar de olhos. As barrinhas ficaram deliciosas e só encontrei um problema: depois de fazê-las é impossível comer aquelas compradas no mercado.  Como o conforto, comida caseira para mim,  é um caminho, se não sem volta, de amarga adaptação!

Se você não quer se decepcionar a cada mordida muxibenta e excessivamente doce que der naquelas barrinhas comerciais, não faça esta receita! Caso contrário, experimente fazê-las num dia tranquilo... e a boa notícia é que rendem um bocado, o suficiente para o filho levar de lanche para a escola e os adultos para o trabalho durante uma semana!


Barrinhas de morango e granola

receita da base e recheio Technicolor Kitchen, cobertura Café Charlotte
tempo de preparo: 1h30, já contando os tempos de forno (tempo para preparar tudo com calma)
rendimento: uma assadeira de 20cm x 30cm cortada em quadradinhos de 4,5cm)

Ingredientes:
Para a base:

1/3 xícara + 1 colher (sopa) - 78g  de açúcar refinado;
1 ½ xícaras + 2 ½ colheres (sopa) - 225g - de farinha de trigo, peneirada;
½ colher (chá) de fermento em pó, peneirado;
1 pitada de sal;
1 ovo, levemente batido com um garfo;
100g de manteiga sem sal, derretida;

Para o recheio de morango:

450g de morangos em cubinhos;
½ xícara + 1 colher (sopa) - 112g - de açúcar refinado
1 c. chá de extrato de baunilha

Para a cobertura de granola e frangipane:

85g de amêndoa moída fina (usei farinha de amêndoa comprada pronta)
85g de manteiga em temperatura ambiente;
85g de açúcar de confeiteiro;
1 ovo inteiro;
8g de amido de milho;
2 c. chá de rum
1 e 1/2 xíc de granola;

Preparo:

1. Primeiramente, prepare o recheio para os morangos macerarem o maior tempo possível: numa tigela média misture os morangos com o açúcar e a baunilha e deixe macerando até o uso;

2. Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga uma forma quadrada de 20cm (utilizei uma retangular de 30 x 20cm e deu certo), forre-a com papel alumínio deixando um pouquinho para fora da forma, formando “alças” de 5cm  e unte o papel com manteiga;

3. Numa tigela grande misture todos os ingredientes da base. A massa ficará parecida com massa podre, e assim vc vai forrar o fundo da assadeira preparada, apertando a massa com mãos;

4. Asse por 20-25 minutos, ou até dourar e firmar. Retire do forno e deixe esfriar completamente;

5. Enquanto a base está no forno prepare a cobertura: Coloque a manteiga em temperatura ambiente num recipiente médio e com uma colher de pau trabalhe a manteiga até que ela adquira uma consistência pastosa;

6. Peneire o açúcar e a farinha de amêndoa sobre a manteiga pastosa;

7. Misture tudo com uma colher de pau, junte o ovo e misture bem;

8. Quando a massa estiver homogênea junte o amido de milho e o rum (se preparar com antecedência cubra com filme plástico e leve à geladeira até o momento de usar);

9. Numa tigela grande despeje a granola e então misture o creme de amêndoa (frangipane) até que a granola fique bem úmida. (não é necessário usar todo o creme de amêndoas, reserve o que sobrar na geladeira e use como recheio de alguma torta ou bomba de chocolate, por exemplo);

10. Quando a base estiver completamente resfriada, vá acrescentando o recheio de morango, com o cuidado de escorrer a maior quantidade de líquido possível, antes de cobrir a base (sugestão da Patrícia do TKitchen: guarde esta caldinha de morango num potinho na geladeira para colocar no iogurte!)

11. Cubra toda a superfície com a granola umedecida pelo creme de amêndoas e asse novamente por 30-35 minutos, ou até a granola dourar e secar;

12. Deixe esfriar completamente, utilize as alças para retirar a barrinha da assadeira e corte em quadradinhos de 4 ou 5cm. Outra boa dica é deixar as barrinhas na geladeira por 2h antes de cortar, para firmar bem.

nota de armazenamento: Depois de comer uns dois quadradinhos embrulhei o restante em papel filme e guardei num pote de vidro com tampa. Fui levando de lanche para o trabalho durante uma semana!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pipoca doce para quem não teve infância!



Noite dessas íamos assistir algum filme na tv e enquanto eu preparava meu ninho de cobertas e travesseiros no sofá, o chéri me perguntou se eu gostava de pipoca doce. Claro que sim, adoro! Você sabe fazer? Ã-hã, me respondeu bem despretenciosamente e foi-se para a cozinha.

Quando voltou com este bolo de pipocas eu quase surtei, pensando: onde isto esteve durante toda a minha infância?! Comi como criança o 'bolo' que ia se desmanchando em montinhos de pipocas, conforme as arrancava com as pontas dos dedos.

Percebendo o trunfo que tinha nas mãos, ele fez jogo duro e miguelou a receita só para me ver com ares de criança deslumbrada diante de um truque de mágica. Mas eu insisti e fiz chantagem emocional das mais baixas até que finalmente ele se rendeu.

Pfffffff... como qualquer outra mágica, é ridícula de se fazer uma vez revelado o truque, neste caso, a receita, que agora compartilho com vocês!

Assim como os tantos ovos que deixei de comer na infância porque diziam que era ruim para o colesterol (só podia duas ou três vezes por semana), como compensarei as sessões da tarde à mingua de bolo de pipoca doce???

Pipoca doce:

4 c. sopa de milho de pipoca;
4 c. sopa de óleo;
4 c. sopa de água;
3 c. sopa de açucar (se gosta de pipoca bem doce use 4 c. sopa)

Preparo:

1. Na panela em que está acostumado a estourar pipoca, junte todos os ingredientes e mexa com um colher de pau até o açucar se dissolver;

2. Deixe a panela destampada (tampa a postos) e de vez em quando dê uma chacoalhada na panela, segurando pelo cabo, para misturar os ingredientes, até que o primeiro milho estoure. Isto vai demorar bem mais do que com a pipoca simples;
3. Então tampe a panela e escute os milhos pipocarem. Quando o ritmo diminuir um pouco, levante a panela a um palmo e meio do fogo e, com uma mão na tampa e outra no cabo, chacoalhe bastante para desgrudar qualquer grão do fundo da panela;
4. Vá abaixando a panela até o fogo, sem parar de chacoalhar, até que o último milho estoure. Se sentir cheiro de queimado volte a levantar a panela.

5. Desligue o fogo e despeje a pipoca numa forma de bolo com furo no meio (sem untar nem nada) e aperte bem as pipocas para moldá-las direitinho.

6. Vire a forma num prato, dê um tapinha no fundo e desenforme seu bolo de pipoca!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bolo 'brownie' de chocolate e uma nova regra





Este bolo é puro chocolate! Sua aparência é achatada e rústica, mas por baixo desta camada craquelada que  o faz parecer um brownie gigante, jaz uma massa úmida, densa e rica em sabor. Não se espante ao ler e reler a receita e não encontrar cacau em pó e uma quantidade razoável de farinha. 

É isto mesmo. O bolo consiste basicamente de manteiga e chocolate derretido. Para uma idéia do quanto ele é bom e irresistível, assei o bolo às 6h da tarde e no meio da manhã do dia seguinte não havia nem cheiro de chocolate para contar história!

Qualquer cobertura acho completamente dispensável, mas serví-lo com sorvete de frutas vermelhas ou com uma boa colherada de chantilly... aí já começo a ouvir conversa! Infelizmente não havia nem um nem outro em casa, mas meio bolo foi devorado purinho, purinho por nós três antes do jantar (conduta exemplar, hã?) e no café da manhã seguinte, e a outra metade, imagino que num piscar de olhos, pelo meu pequeno adolescente, assim que o deixamos a sós e partimos para nossos trabalhos.

Cheguei em casa no fim da tarde com uma vontade acumulada por todo o dia de abocanhar mais uma fatia daquela delícia e, quando fui ver, o prato estava vazio!  Vazio, branco e imaculado que podia jurar nunca ter havido um bolo chocolatudo bem pretinho sobre ele! Nem uma migalha, poeira ou rastro de chocolate!

Daí vi o sorrisão chocolático estampado na cara no meu filho, respirei fundo e lembrei de algo que minha mãe sempre diz : "O que é combinado não sai caro" e então, meus amigos, a partir deste dia uma nova regra existe para nós: a última fatia é de todos, para ninguém ficar com gosto da última colherada ou garfada daquilo que não comeu!


Bolo brownie de Chocolate
  
tempo de preparo: 20 min + 30 min de forno
rendimento: 1 bolo redondo de 23 cm de diâmetro


Ingredientes:

250g chocolate amargo, cortado em pedaços;
250g de manteiga sem sal, cortada em cubos;
4 ovos, claras e gemas separadas;
100g de açucar refinado ou cristal;
100g de açucar mascavo;
50g de farinha de trigo;
50g de farinha de amêndoas (se não tiver farinha de amêndoas, use a mesma medida de amendoas em lâminas e bata no processador até obter uma farinha grossa, não bata demais se não vira pasta)

Preparo:


1. Unte uma forma de fundo removível de 23cm de diâmetro (se não tiver forma com fundo removível, unte e depois forrar com papel manteiga o fundo da forma e unte o papel manteiga) e pré-aqueça o forno em 170º C;

2. Derreta a manteiga e o chocolate juntos e deixe esfriar (eu derreti no microondas, numa tigela de beiradas altas, de 45s em 45 s., dando uma mexida entre os tempos, até tudo ficar derretido);

3. Numa tigela grande, misture com um garfo ou colher as gemas com os dois tipos de açucar, até ficar bem homogêneo. Junte o chocolate derretido com a manteiga e misture bem;

4. Acrescente então a farinha de trigo e de amêndoa e misture até tudo ficar bem incorporado;

5. Na tigela da batedeira bata as clarasaté atingir a consistência de picos firmes. Despeje uma colher grande de clara em neve na tigela dos outros ingredientes e misture até que esta desapareça.

6. Delicadamente incorpore o restante das claras, com a ajuda de uma espátula de silicone, em movimentos de baixo para cima, para manter a maior quantidade de ar possível na massa.

 7. Despeje a massa na assadeira preparada e leve ao forno por aproximadamente 30min. O bolo estará pronto quando ainda estiver um pouco molengo no centro e firme nas beiradas, o que vc pode verificar chacoalhando suavemente a assadeira com um pano, sem tirar do forno.

8. Retire do forno e espere 15 minutos antes de desenformá-lo.


sábado, 21 de julho de 2012

Sopa rápida de curry, cenoura e couve-flor



Nosso longo inverno campineiro de uma semana já está quase no fim e, antes que outra onda de calor desbanque este friozinho tímido, aconchegante e confortável, estou me fartando de sopas quentinhas toda noite.

Esta sopa indiana pesquei na rede, num site para o qual fui levada através de uma busca por receitas com marzipan, pois na mudança descobri duas barras de puro marzipan alemão que vencem no fim do mês que vem... alguma sugestão? 

Um link leva a outro e acabei topando com esta receita de poucos ingredientes e preparo rápido... tão logo imaginei a picância do curry aquecendo minha corrente sanguínea, decidi o que faria no jantar para minha mãe que veio nos visitar. Servi acompanhada de pão francês quentinho com manteiga, grissinis rústicos de azeitonas e vinho tinto chileno ;-)

Minha mãe achou o curry um pouco forte, Chéri sugeriu da próxima vez acrescentar umas raspinhas de limão siciliano na hora de servir, ou um pouco de leite de côco no preparo. Eu achei que faltou 1 cenoura que subtraí da receita... no fim, palpitamos, papeamos, repetimos e concluímos que estava uma delícia!


Sopa rápida de curry, cenoura e couve flor
(receita do site Food Nouveau)

tempo de preparo: 30 min.
rendimento: 6 porções médias ou 4 fartas

Ingredientes:

1 c. sopa de azeite;
1 cebola média em cubinhos;
2 dentes de alho em cubinhos;
1 c. sopa de curry;
6 cenouras descascadas e cortadas em cubos;
1 couve-flor cortada em floretes (reserve 1/2 xíc. e corte em floretes bem pequeninos)
1,5 l. de caldo de legumes;
1/2 xíc. de castanha de caju brevemente tostadas no forno e grosseiramente picadas;
1 punhado de salsinha picada -que esqueci de colocar :-(
sal e pimenta do reino moída na hora


Preparo:

1. Pré aqueça o forno em 200ºC e numa panela grande aqueça o azeite em fogo médio e refogue as cebolas e o alho por cerca de 2 min para que não dourem muito. Despeje o curry e mexa por mais 30 segundos, para tudo ficar bem incorporado;

2. Acrescente as cenouras e os floretes de couve flor, lembrando de deixar reservada aquela meia xícara cortada em floretes bem pequeninos. Salteie os legumes por cerca de 2 minutos, mexendo bem para cobri-los completamente com a cebola e alho temperados no curry;

3. Adicione o caldo de legumes (o meu fiz apenas com as cascas da cenoura, uma batata com casca, uma cebola descascada e picada grosseiramente e talos e folhas de cheiro verde) e deixe ferver. Diminua então o fogo para médio baixo e deixe cozinhando por 20 minutos;

4. Enquanto isto, prepare a guarnição de couve flor: numa tigela misture a 1/2 xícara de couve-flor cortada em pequenos floretes (imagine o tamanho que vc gostaria de ver no seu prato por cima da sopa) com mais uma colher de sopa de azeite, outra colher de sopa de curry, sal e pimenta do reino moída na hora. Mexa bem e despeje numa assadeira forrada com papel alumínio e regada com um fio de azeite.

5. Cubra com outra folha de papel alumínio e asse no forno por 20 min, ou até que fiquem macios e levemente tostados. Retire do forno e reserve;

6. Verifique se os legumes da sopa estão macios e desligue o fogo. Com um mixer de mão (ou liquidificador) bata a sopa até atingir uma textura homogênea;

7. Distribua a sopa nas tigelas ou pratos de servir, guarneça com os pequenos floretes de couve-flor, salpique um pouco de castanha de caju e um pouco de salsinha picada.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Risotto de carne seca com abóbora



De repente, em meio ao caos instalado em casa por conta de reformas e blábláblá... decidi que precisava comer abobóra. Ciente do estado frágil dos nervos de todos os afetados pelo encaixotamento de nossas vidas, em que não se sabe mais onde foi parar o carregador do celular, a chave do carro, o cadeado do portão, ou ainda pior...o seu tênis de corrida preferido e aquele romance emprestado do cunhado, resolvi não fazer alarde do meu capricho e preparar um risotinho básico... mas de quê... que tal  abóbora?!

Já sabia que a estrátegia do risotto era infalível com o chéri, só não imaginava que, além de aprovar o projeto, daria a idéia da carne seca desfiada, mesmo sabendo quantas novas estapas no preparo esta adição significaria.

Adorei a sugestão e lá fomos nós ao mercado comprar abóbora, carne seca e, me sentindo bem à vontade para complicar um pouco minha vida, arrematei duas caixinhas de morango para inventar algo de sobremesa.

E foi assim que o jantarzinho despretencioso de casa encaixotada se converteu em almoço de domingo de casa mais encaixotada ainda, servido com toda pompa e circunstância que nossa mesinha dobrável de madeira suporta, mesmo espremida no cantinho da cozinha.

E vou contar para vocês que foi um dos melhores risottos que já preparei... mas acho que já disse isso antes  ;-)

Para quem se animar, é um prato de varias etapas, mas o sucesso é garantido!

 Só faço uma consideração: utilizei no preparo um caldo de legumes bem básico (cebola, batata, cascas de cenoura e cheiro verde) pois já tinha congelado, mas acho que ficaria muito melhor com um caldo de carne, pois assim acrescentaria um fundinho de sabor de carne ao todo, sem precisar aumentar a quantidade da carne seca desfiada, garantindo o equilíbrio das texturas e da cremosidade do risotto.


Risotto de carne seca desfiada com abóbora

tempo de preparo: 40 min. (mais o tempo para dessalgar a carne seca -aprox. 12h)
rendimento: 4 porções generosas, sem repeteco!


Ingredientes:

100g de carne seca;
400g de abóbora cabotiã sem casca;
1 xíc. de arroz arbóreo;
500ml de caldo de legumes ou carne;
1 cebola;
1 c. sopa bem cheia de manteiga (com ou sem sal);
1 xíc. de vinho branco seco;
1 xíc de queijo meia cura ralado (se não gostar de meia cura use parmesão ralado)
azeite, sal pimenta e cheiro verde o quanto baste;
alguns ramos de salsinha para decorar

Preparo:

(para instruções mais detalhadas de como preparar um risotto veja este post aqui)

Preparo da carne seca:

1. Corte a carne seca em cubos de aproximadamente 3cm e coloque-os num recipiente com tampa e água gelada. Leve à geladeira e troque a água a cada três horas. Faça isso umas três vezes, para dessalgar bem a carne. 
2. Cozinhe a carne seca na panela de pressão por 10 min.
3. Retire do fogo, retire a pressão, espere esfriar e desfie a carne com as mãos;
4. Corte meia cebola em fatias e refogue na manteiga, em fogo médio.
5. Quando a cebola ficar macia e transparente acrescente a carne seca desfiada, junte um pouco de sal e refogue por alguns minutos, apenas para os sabores incorporarem. Coloque numa tigelinha e reserve.

Preparo da abóbora:

1. Pre-aqueça o forno em 220ºC e forre uma assadeira de beiradas altas com papel alumínio. Regue um fio de azeite e despeje as abóboras já descascadas e em cubos. Regue mais um fio de azeite, um pouco de sal e pimenta do reino moída na hora. Misture tudo com um garfo, cubra com papel alumínio e asse por meia hora ou ate que as abóboras estejam bem macias;

2. Retire do forno, deixe esfriar um pouco e passe a abóbora no passa-verdura para formar um purê. Se não tiver um passa verdura amasse com o amassador de batatas ou ainda com um garfo. Reserve.

Preparo do risotto:


1. Numa panela em fogo baixo, mantenha aquecido o caldo de legumes e tenha em mãos a carne seca refogada, o purê de abóbora, a outra metade da cebola cortada em cubinhos e o queijo ralado;
2. Numa panela de boca larga e fundo grosso derreta em fogo médio baixo a manteiga e o fio de azeite (o fio de azeite evitará que a manteiga queime e escureça, comprometendo a aparencia do risotto);
3. Despeje a cebola e cozinhe até amaciar;
4. Despeje o arroz e vá mexendo constantemente, até que os grãos estejam transparentes nas beiradas e branquinhos no centro;
5. Acrescente então o vinho branco e continue mexendo frequentemente, observando o amido do arroz se despregar e trazer cremosidade ao fundo da panela;
6. Aos poucos e sempre antes de todo o líquido secar, vá acrescentando uma concha por vez o caldo de legumes;
7. Quando perceber que o grão de arroz está macio por fora porém no centro levemente resistente à mordida, despeje o purê de abóbora, a carne seca, o cheiro verde picado e mais uma concha de caldo e cozinhe, mexendo sempre, até atingir a textura all'onda típica do risotto;
8. Acerte o sal, mexa mais um pouco e desligue o fogo;
9. Despeje o queijo meia cura ralado, misture e tampe a panela por 2 minutinhos;
10. Distribua cada porção nos pratos, salpique um pouco de queijo ralado por cima e, por último, as folhas de salsinha;
11. Sirva imediatamente e ainda quente.