terça-feira, 11 de junho de 2013

Pizza sem farinha: massa crocante de couve flor e legumes refogados para o jantar




Fiz esta pizza há mais de um mês e já estou quase repetindo a receita (talvez neste fim de semana), quando decidi resgatá-la em caráter prioritário do limbo dos meus post-rascunhos. Nem tenho explicação pela demora em publicá-la, pois é uma receita inovadora e de resultado surpreendente, daquelas que superam as expectativas de uma refeição sem carboidrato.
Não gosto de classificar minhas refeições por grupos nutricionais, mas vejo-me em algumas situações impulsionada a fazer isto por causa da dieta que a nutri me passou proibitiva de carbs no jantar.  
Como bem me lembrou uma amiga minha que desde os 16 anos quero perder uns três quilinhos (tá bem, tá bem, confesso que atualmente está mais para uns 5 quilinhos...), de vez em quando resgato a dieta e fico maluca no jantar, pois é uma refeição que faço com a minha família e as opções mais sedutoras e práticas geralmente envolvem um pãozinho, uma massa, um grãozinho... - que tb não pode de noite :-( 
Então esta receita de pizza sem farinha veio a calhar. E o resultado foi incrível: uma massa crocante e saborosa, que não se desfaz e carrega com super dignidade todos os ingredientes da cobertura.
Eu juro para vocês que não fica aquela coisa esquisita de comida natureba (tipo feijoada vegetariana aaargh!). Prova disto é que meu filho adolescente intolerante com alimentação funcional (aquela mais preocupada com nutrientes do que sabor, sabe?) comeu quase metade da pizza e me pediu para fazer mais vezes!
Agora que já fiz a versão pizza, me deu um estalo e acho que vou arriscar fazer esta massa de couve flor no formato de barrinhas ou mini tortinhas e servir de aperitivo, com queijo gratinado e outras coisinhas que ainda vou matutar!

 Com um processador de alimentos (que não tenho - óóóóó -bati no liqui mesmo) o trabalho é simples. O único incomôdo é a desconfiança sobre aquela massa estranha e úmida de couve flor que parece mesmo que não vai funcionar. Não julgo quem pensar assim pois eu também fiquei com mil pulgas atrás da orelha, mas funciona! E é uma delícia!
Pizza de massa de couve-flor
inspirada na receita do blog Vintage Mixer
tempo de preparo: 1h
rendimento: 1 pizza média para 4 pessoas
Ingredientes:

Para a massa de couve-flor
  • 1 couve flor pequena, só os floretes.
  • 1 c. chá de manjericão fresco;
  • 1 c. chá de orégano fresco;
  • 1 c. chá de salsinha fresca;
  • 1 c. chá de sal;
  • 1/2 xícara de queijo mozzarela ralado (ou outro queijo de sua preferência)
  • 2 ovos;
  • farinha de milho, para polvilhar a pedra ou assadeira;
Para a cobertura da pizza:
  • molho de tomate (o quanto baste para cobrir a massa -eu uso tomate pelado com azeite, sal, pimenta e uma pitadinha de açucar, tudo amassado com um garfo)
  • 1/2 xíc. de queijo mozzarela ralado;
  • 1 abobrinha italiana pequena coraada em cubos médios;
  • 1 pimentão vermelho pequeno cortado em cubos médios;
  • 1 cebola grande picada em cubos;
  • 1 tomate grande tipo italiano cortado em cubos médios;
  • sal, pimenta e azeite o quanto baste;
  • folhas de manjericão para decorar;
Preparo:
  1. Pré aqueça o forno em 180º C;
  2. Corte os floretes da couve -flor em pedaços pequenos e processe no processador até obter uma consistência granulada, como grãos de couscous ou quinoa;
  3. Despeje numa tigela grande e misture o sal, as ervas picadas, o queijo ralado e os ovos (aconselho bater levemente os ovos numa tigelinha antes, para facilitar a mistura) A massa de couve flor ficará úmida;
  4.  Espalhe um pouco de fubá na assadeira ou na pedra de forno para evitar que a massa grude;
  5. Coloque a misura de couve flor no centro da assadeira/pedra (esprema a massa com as mãos antes de colocar na assadeira para retirar o excesso de líquido da massa) e com as mãos vá pressionando esta massa, espalhando-a por toda a superfícia da assadeira ou até atingir uma espessura de 0,5 cm; 
  6. Asse por 20 minutos e então aumente a temperatura do forno para 200ºC e asse por mais 10 minutos ou até a massa adquirir coloração marrom-dourada;
  7. Enquanto a massa assa no forno prepare os legumes para cobrir a pizza: refogue a cebola no azeite até amaciar e acrescente os legumes. Junte o sal e a pimenta e refogue brevemente, apenas até ficarem al dente. Reserve;
  8. Retire a massa do forno e aumente a temperatura para 220-230ºC;
  9. Espalhe sobre a massa o molho de tomate, os legumes refogados, o queijo ralado e por último as folhas de manjericão;
  10. Asse novamente por 5 minutos ou o tempo suficiente para o queijo derreter.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Café da manhã reconfortante: Mingau de aveia com lascas de pêra, avelãs tostados e coco seco ralado na hora









Seis horas da manhã. Céu cinza, folhas debatendo-se violentamente na árvore sacudida pelo vento que sopra fininho e gotas respingadas no vidro da janela da sala. Do lado de dentro da casa, sentados à mesa, mãe e filho de pijamas de flanela, meias grossas, chinelos.  

Não é o cenário perfeito para um mingau de aveia com coisinhas gostosas?

Para mim (e felizmente para o meu filho também)  mingau é a expressão de comfort food de café da manhã: bem cremoso, quentinho e com gosto dos dias frios da infância. Puro mimo.

Nesta versão aproveitei minhas amadas avelãs e as torrei rapidamente numa frigideira bem quente. Cozinhei o mingau (2 xícaras de leite integral + 5 c. sopa de farinha de aveia + 1 colher de sopa de aveia laminada) até ficar bem cremoso. Adocei com néctar de agave e na hora de servir, além das avelãs tostadas, ralei um pouco de côco que sempre tenho no congelador em pedaços e fatiei uma pera ercolini para trazer um sabor fresco e suculento ao mingau.

Comemos com uma xícara de chá de baunilha e gengibre e então tive que me vestir às pressas para ir trabalhar. O filhote ficou em casa curtindo o restinho de gripe embaixo das cobertas e ao final do dia estava recuperado, pronto para encarar a friaca ainda maior de Curitiba no feriado :-)


terça-feira, 21 de maio de 2013

Parfait brasileirinho com caqui e farofa de pé de moleque






Domingo passado, após um ano de minha última participação numa prova de corrida, voltei às pistas. Longe da louvável performance de 21k na patagônia argentina, cruzei a linha de chegada ofegante, capenga e exaurida: 7 km de puro desconforto!

Orgulho e vaidade abaladas por um ínfimo rendimento de 50 min, ainda assim restou uma pontinha daquela sensação de bem estar e superação, cansaço do bem e dever cumprido. Medalha! Medalha, medalha!

Voltei para casa cheia de vontade de voltar a treinar regularmente, correr 10km com um pé nas costas, longão de 15km no fim de semana... e de preparar um parfait para saciar a minha fome de coisas saudáveis pós treino/corrida.

Catei meu potão de iogurte grego caseiro que nesta leva atingiu uma cremosidade incrível, resgatei dois caquis da última safra da árvore da escola do filhote, gentilmente apanhada e cedida pelo seu Luís, mel e as sobras esfareladas do melhor pé de moleque do Brasil, produzido em Piranguinho -MG que ganhei da minha irmã.

Distribuí em camadas numa taça ajeitadinha que tenho em casa e, só porque gosto de enfirular, torrei brevemente numa frigideira um punhado de lascas de amêndoas e joguei por cima de tudo.

Miaaam! Um quitute saudável para abrilhantar o café da manhã: equilibrado, delicioso, cheio de texturas e sabores e de preparo sem esforço, porque todos os meus esvairam-se na corrida!








sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pastel de forno com recheio de legumes por uma rede gloriosa de escambo






Nestes últimos meses tenho experimentado uma das coisas mais bacanas que este mundo da culinária e do plante-você-mesmo me proporcionou: o escambo de guloseimas, conservas, quitutes, frutas, verduras, sementes... tudo isto acompanhado de gentileza e boas idéias. 

O meu Chéri -que há tempos renegou o uso fácil e indiscriminado do automóvel como meio de transporte-  me mostrou como conseguiu articular uma rede sólida e farta de caronas que, além de representar uma significativa economia de stress e dinheiro, lhe rende boas companhias e um tempo extra de leitura ou simples atitude contemplativa impossíveis sob a tensão do volante.

E então que de uns tempos para cá me vi também envolta por uma rede farta e sólida, porém de troca de víveres e receitas. Se ainda não consigo me libertar da (in)comodidade do carro, aos poucos estou trocando várias idas ao supermercado sempre cheio  por um desapressado passeio na minha horta, onde colho verduras mais tenras, saudáveis e na quantidade suficiente para esta ou aquela refeição -sem sobras fadadas à deterioração de sabores!



Daí um pulo para oferecer orgulhosa aos queridos um pé de escarola de sua produção e depois de uns dias receber uma conserva de gengibre ou uma caponata caseira toda especial. Outro dia  recebo uma muda de pimenta do reino e ofereço frutos da nossa primeira produção em vaso de jalapeños e habanero chocolate, esta última embebida em azeite e ramos de tomilho.

Os ventos espalham os novos hábitos e então um amigo que iniciou uma produção orgânica lhe presenteia abobrinhas e pêras rústicas. Das pêras faço compotas com baunilha e cardamomo e retribuo a gentileza. E o Chéri volta para casa com uma caixa de caquis e umas quatro berinjelas miúdas e singelas que as crianças do "quarto aninho" plantaram na escola.


E fico toda contente quando alguém do trabalho me traz uma fruta diferente que vem da árvore lá de seu quintal e eu posso oferecer também uma maço de coentro ou delicados pimentões verdes que abundam e envergam os cinco pés que plantamos todos amontoados em um dos nossos canteiros. E com isto vamos aprendendo a planejar a horta, alternar o plantio de raízes, folhas e frutos, adubar sem pressa o solo e vê-lo pipocar de minhocas que garantem um crescimento saudável e repleto de nutrientes para as vindouras culturas.

E por aí vamos aumentando a rede... até que num belo domingo de outono, fora os tomates e cebolas que ainda não cresceram o suficiente para produzir seus frutos, tenho em mãos todos os ingredientes para preparar um refogado rico e aromático e rechear estas belezinhas de pastéis de forno que a tanto tempo intento fazer.

Esta massa é um achado muito fácil de preparar. Serve tanto para pastéis individuais como para uma torta inteira. O recheio pode ser doce ou salgado. Pode ser feita na hora, de véspera ou de antevéspera também. Ou seja, ela é sua amiga e está aí para ajudar. O segredo é deixá-la fininha e na temperatura ideal para abri-la. Na dúvida, deixe gelar um pouco mais.

No resto, é só inventar um recheio com os sabores que lhe agradam e se deliciar com estas pequenas maravilhas. Faça quando tiver tempo e nesses dias mais frescos de outono, pois o calor dificulta o trabalho com a massa.





Pastéizinhos ou tortinhas com recheio de berinjela e queijo brie

Inspirada na receita do blog Give Me Flour

Rendimento: 20 pastéizinhos iguais ao da foto

Ingredientes para a massa:
  • 2 xícaras de farinha de trigo;
  • 140g de manteiga sem sal;
  • 1 c. chá de sal;
  • 1c. chá de alho em pó (não usei);
  • pimenta do reino moída na hora a gosto;
  • 1 ovo batido;
  • 3 c. sopa de creme de leite fresco ou iogurte (usei meu iogurte grego)

Ingredientes para o recheio:
  • 3 berinjelas pequenas;
  • 1 cebola média;
  • 1/2 cabeça de alho;
  • 2 tomates médios;
  • 2 pimentões pequenos (usei verdes pois era o que tinha);
  • 1 punhado de pinoli (opcional);
  • ervas frescas e aromáticas de sua preferência (apanhei da minha horta tomilho, orégano, manjericão, alecrim, louro e cebolinha - praticamente um bouquet garni!); 
  • fatias de queijo (usei brie, mas pode ser de cabra, camembert, gouda, mozzarella...);
  • azeite a gosto;
  • gergelim preto e branco para decorar; 

Preparo da massa:
  1. Junte a farinha, sal e manteiga numa tigela grande. Com a ponta de seus dedos trabalhe a massa, juntando os ingredientes até que lhe pareça uma farofa grossa. Pedaços visíveis de manteiga são benvindos, eles dão textura à massa;
  2. Numa tigela menor, bata o ovo e  o creme de leite ou iogurte, o que estiver usando. Junte aos ingredientes secos.
  3. Novamente com as pontas de seus dedos misture tudo delicadamente, fazendo movimentos circulares e sem sovar a massa;
  4. Continue misturando até a massa se amalgamar e pressione-a com as mãos para formar uma bola. Isto deve acontecer rapidamente (não mais que 5 min), caso contrário, acrescente mais uma colher de iogurte ou creme. Não se preocupe com pedaços visíveis de manteiga ou rastros do iogurte ou creme, é assim que ela deve se apresentar;
  5. Cubra a bola de massa com filme plástico e leve à geladeira para firmar por no mínimo 15 minutos, se o dia estiver quente deixe umas 2h.
Nota: você pode preparar a massa com até um mês de antecedência e deixá-la no freezer. Quando for usá-la retire -a na véspera e deixe na geladeira até o preparo.

Preparo do recheio:
  1. Pré aqueça o forno em 200ºC. lave as berinjelas e leve-as ao forno por uns 45 minutos ou até que a casca esteja enrugada e levemente tostada. Enquanto isto, prepare os outros ingredientes: pique a cebola, o pimentão, o alho e o tomate em cubos médios, lave as folhas e corte o queijo em fatias de 0,3mm, Toste brevemente o pinoli para liberar o aroma;
  2. Retire as berinjelas do forno e corte-as em cubos médios (eu não descasco, mas é questão de gosto);
  3. Numa frigideira de beiradas altas ou numa panela larga aqueça o azeite (utilizei 1 c. sopa) e doure a cebola e em seguida o alho. Adicione as ervas frescas. Acrescente o pimentão, a berinjela e o tomate. Adicione um pouco mais de azeite se necesário. Refogue até os tomates e os pimentões amaciarem;
  4. Acerte o sal e por útimo junte o pinoli;
  5. Retire do fogo e deixe esfriar completamente;

Montagem dos pastéis
  1. Retire a massa da geladeira uns 15 minutos antes de usar; pré aqueça o forno em 170ºC e forre uma assadeira com papel manteiga;
  2. Numa superfície lisa, limpa e enfarinhada, abra a massa em forma de císculo ou retângulo (eu acho mais fácil o círculo) até atingir uma espessura de 3mm. Para evitar que grude, de vez em quando vire o disco de massa do outro lado e enfarinhe a superfície;
  3. Com a ajuda de um cortador ou de algum utensílio redondo de aprox. 12cm de diâmetro (eu utilizei umas forminhas de torta), corte a massa em círculos. Com as sobras forme outra bola de massa e abra-a novamente. Talvez seja necessário levar a geladeira por mais alguns minutos;
  4. No centro de cada círculo de massa coloque 1 colher de sopa do recheio e por cima 1 fatia de brie;
  5. Feche a massa e com os dedos juntes as pontas, apertando bem para evitar que abram enquanto assam;
  6. Transfira-os para a assadeira preparada e pincele cada um deles com um pouco de água. Aqui você pode usar clatra de ovo paraq deixar seus quitutes mais douradinhos, se preferir);
  7. Salpique as sementinhas de gergelim e asse por uns 15 minutos ou até eles dourarem;


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Jantarzinho safado de grão de bico, sardinhas, alcaparras e molho de iogurte com tahini







 O mês de abril passou como grãozinhos finos de areia escorrendo pela mão e, antes que acabe com o escore vergonhoso de um único post, trago uma receita safada, quase somente uma idéia... de pouca técnica, inspiração mediana e bons sabores, no entanto!

É uma ótima opção para o jantar, com o bônus da possibilidade de virar almoço na "malmita" do dia seguinte, pois gelado também é uma delícia. A parte difícil é esta: lembrar-se de deixar o grão de bico de molho na água pela manhã. O restante é um rodopio e o jantar está pronto.

Adoro sardinha, aliche e também atum em lata -os três funcionam nesta receita, utilize o que preferir. Mas a graça toda está no molho de iogurte com tahini, este sim indispensável para os ares árabes que você não se arrependerá de imbuir o seu jantar. A minha sugestão é servir com uma salada simples de folhas verdes e um pãozinho pitta.

Como eu já disse, depois que você se lembra de deixar o grão de bico de molho na água pela manhã (um molho de 6h é suficiente para tornar o cozimento do grão mais rápido) o resto é muito simples: Numa panela de barro capixaba (sou fã! todo grão que nela se cozinha resta um gostinho defumado que nem sei explicar...) refogue uma cebola bem picadinha no azeite, junte o grão de bico demolhado (para 4 pessoas utilizei 250g do grão cru), complete com água, um pouco de sal e cozinhe até os grãos ficarem macios, ao seu gosto.

Quando estiver pronto escorra o excesso de água (manter o grão de bico na panela é mais prático) e junte uma lata de sardinhas amassadas com o garfo, 2 colheres de sopa de alcaparras e acerte o sal, se necessário. Misture tudo e sirva com o molho de iogurte que é somente iogurte misturado com tahini, sal e pimenta síria ou do reino moída na hora. Vá acrescentando o tahini aos poucos, até ficar do seu gosto. Um iogurte firme é melhor, por isto utilizei este iogurte grego que eu mesma faço. O tradicional funciona, ficará apenas menos cremoso.  

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Salada crocante de escarola, peras e bacon e o meu ovo de páscoa





Este seria um bom post para o 1º de abril, pois, quem achou que encontraria uma boa receita de ovo de páscoa, bem chocolatudo, caiu, caiu. Meu ovo de páscoa foram na verdade dois, de galinha caipira- bem amarelinhos -cobertos com bacon crocante e coentro fresquinho da minha horta.

Esplêndido!

Mas não apenas deles vou lhes contar... até porque para ovo mexido com bacon frito não há receita, não é mesmo? Vale mesmo é a sugestão: creme de leite fresco ou leite integral à gosto misturado na hora de bater os ovos dá aquela cremosidade dos ovos de café da manhã de hotel. E o coentro fresquinho bem picado é uma variação deliciosa (para quem gosta do tempero, é claro) ao habitual cheiro verde.






O que eu quero mesmo é deixar a receita simplérrima desta salada crocante de escarola e bacon que preparei repetidamente nos três dias de feriado, porque era a verdura da vez na nossa horta e fizemos um trato de consumir apenas aquilo que tínhamos em casa).

Como éramos só nos dois e um pé de escarola, resolvi picar grosseiramente a parte mais crocante e inferior das folhas e o restante picar em finas tiras e refogar com azeite e bacon em cubinhos. Para dar um tchans e também aproveitar as pêras desconhecidas e crocantes que ganhamos de um amigo do Chéri, juntei uma delas à salada, cortadas em não tão finas fatias: brancas,descascadas e crocantes.

E esta mistura de escarola crua e crocante e refogada na salada é um ótimo truque para quem tem apenas uma verdura à mão pois dela derivam duas texturas e sabores distintos ;-)
Servi e comemos assim assim, sem molho ou tempero, pois o sal veio todinho do bacon e o azeite do refogado. Simples e deliciosa, bem como o feriado que passamos em casa, desfrutando do tempo desapressado e de nossas companhias.





sexta-feira, 22 de março de 2013

Couscous marroquino com ervilha, pimentão e cenouras assadas, e também de pepperoni, ervilhas e ovo cozido



Demorei mas finalmente experimentei fazer em casa o couscous marroquino. Foi o jantar mais rápido -e um dos mais aclamados também- que preparei nos últimos tempos e é tão fácil, tão simples... que até fiquei confusa ao ver outro dia no mercado um pacote de couscous semi pronto à venda.

Assim como o arroz arbóreo do risotto e as massas em geral, os graozinhos de semolina do couscous são um excelente veículo para dar cabo aos legumes, verduras e o que mais estiver no limbo de sua geladeira/despensa. 

Nestes dias (que bem sei durarão algum tempo) de poquíssimo tempo para cozinhar -e para qualquer outra coisa-  o couscous revelou-se perfeito. Primeiro foi a vez das ervilhas e cenouras mosqueabundas, dois dias depois o pepperoni, um par de ovos e o restante das ervilhas.

Este segundo couscous ficou ainda melhor que o primeiro. Já conhecendo as texturas e a dinâmica do preparo, ousei apimentar bem o refogado com pimenta calabresa em flocos e páprica em pó e, na finalização, acrescentar ovos cozidos com cuidado para não esfarelarem demais. O meu pequeno adolescente de apetite voraz ficou entusiasmadíssimo e comeu, repetiu... até não sobrar grãozinho para contar história e fotografar. 

Deixo a receita de ambos e a sugestão para que experimentem as infinitas possibilidades que o couscous acomoda :-)


Couscous Marroquino com ervilha, cenoura e pimentão assado

preparo: 25 min.
rendimento: 4 porções


Ingredientes:
  • 1 xíc. de couscous marroquino (cru);
  • 1 e 1/2 xíc. de água;
  • 1 pimentão (usei verde pois era o que tinha);
  • 1 cenoura grande;
  • 1 xíc de ervilhas (usei congeladas);
  • 3 talos de cebolinha;
  • 1 c. sopa de manteiga;
  • sal e azeite a gosto;
Preparo:
  1. Numa assadeira forrada com papel alumínio despeje um fio de azeite e disponha a cenoura e o pimentão cortados em bastonetes (para cozinhar mais rápido), salpique um pouco de sal, cubra com papel alumínio e asse em forno médio-alto por uns 15 minutos, ou o suficiente para amaciarem e tostarem um pouquinho. Reserve;
  2. Ferva a água com um pouco de sal e pique em pequenos cubos os legumes assados;
  3. Numa frigideira com tampa de beiradas altas refogue no azeite as ervilhas, a cebolinha (reserve algumas para a hora de servir), a cenoura e o pimentão;
  4. Despeje o couscous marroquino, dê mais uma refogada rápida (uns 2 minutinhos, só para misturar os sabores) e jogue a água fervente com sal;
  5. Desligue o fogo, tampe a frigideira e aguarde 10 minutos para que a água seja absorvida pelos grãos do couscous;
  6. Remova a tampa, junte a manteiga e misture-a com a ajuda de um garfo, soltando os grãos do couscous. Ajuste o sal se precisar;
  7. Sirva as porções e decore com um pouco da cebolinha que vc reservou. Coma quente ou frio;

Couscous com pepperoni, ervilhas e ovos cozidos
preparo: 15 min.
rendimento: 4 porções



Ingredientes:
  • 1 xíc. de couscous marroquino (cru);
  • 1 e 1/2 xíc. de água;
  • 1 naco generoso de pepperoni cortado em cubinhos(questão de gosto acrescentar maior ou menor quantidade);
  • 2 ovos cozidos e cortados em cubinhos;
  • 1 xíc de ervilhas (usei congeladas);
  • 1 c. sopa de pimenta calabresa em flocos;
  • 1 c. chá de páprica em pó;
  • 1 c. sopa (bem generosa) de manteiga;
  • sal e azeite a gosto;

Preparo:

Faça como a receita anterior, apenas refogando o pepperoni primeiro com os temperos e depois acrescentando as ervilhas;
Misture o couscous e despeje a água como descrito acima e deixe os ovos no final, depois de ter amaciado o couscous com a manteiga e o garfo.