terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Risotto ao mirtilo e cebolinha para minha mãe, outra vez!



Depois de um longo inverno (para ela) e um longo verão (para mim) minha mãe veio nos visitar. Isto aconteceu em fins de janeiro, quando a temperatura estava incrivelmente suportável e amena e os últimos mirtilos abundavam nos mercados e feiras.

Aproveitei a conjunção propícia dos astros e preparei este risotto espetaculoso bem da cor favorita de mumis, que na verdade verdadeira é lilás -mas este bordeaux parede-gracinha-da-casa-da-minha-irmã tocou o seu coração ;-)

É um risotto diferentão, preparado com vinho tinto e que não se utiliza queijo. O sabor do mirtilo se mistura ao tinto da uva, deixando um rastro azedinho frutado em cada garfada.  Costumo servir apenas acompanhado de uma salada leve de folhas verdes, mas acho que combinaria bem com carnes, em especial as de caça.

Para os desconfiados digo-lhes que o resultado não é um prato doce, mas de sabores suaves. Como já postei algumas receitas de risotto aqui no blog, não vou detalhar muito o preparo como fiz neste post aqui, pois realmente não foge ao preparo de um risotto qualquer, ou seja, é mais fácil do que você imagina!


Risotto ao mirtilo e cebolinha

receita do site italiano Giallo Zafferano
tempo de preparo: 30 min.
rendimento: 4 porções civilizadas ;-)



Ingredientes:
  • 1 e 1/2 xíc. de arroz arbóreo ou carnaroli (usei arbório italiano divino que o Chéri trouxe e percebi que a qualidade faz a maior diferença -nem todo arbóreo é bom);
  • 1l. de caldo de legumes (nunca utilizo tudo mas nestes casos é melhor sobrar do que faltar caldo no meio do cozimento, e também recomendo aqui o caldo mais suave possível: cenoura, cebola, aipo,  e alguma erva fresca como tomilho ou louro);
  • 200g de mirtilo (fresco ou congelado) + alguns para decorar;
  • 20g de manteiga + 1 c. sopa para finalizar o risotto;
  • 1 xíc de vinho tinto seco (usei um carmenere chileno básico, mas usaria um pinot noir se a ocasião fosse romântica ;-);
  • 1 c. sopa de cebolinha picada;
  • alguns talinhos de cebolinha para decorar;
Preparo:
  1. Faça o mise en place, deiaxndo todos os ingredientes á mão e já prontos para 'entrar em cena'. Prepare e mantenha o caldo aquecido, lave os mirtilos, pique a cebolinha, meça o vinho e o arroz, etc;
  2. Reserve um punhado de mirtilos para decorar e despeje o restante numa panela com os 20g de manteiga. Cozinhe em fogo bem baixo até a manteiga derreter e os mirtilos amaciarem, abrirem um pouco a casca (cerca 10 min.);
  3. Retire do fogo e processe os mirtilos com um mixer até obter um purê homogêneo. Reserve;
  4. Numa panela grande de boca larga e fundo grosso derreta um pouco de manteiga, despeje o arroz arbóreo e a cebolinha picada e mexa por alguns minutos com uma colher de pau, cuidando para o arroz não queimar;
  5. Despeje o vinho tinto, enebrie-se com o aroma e continue mexendo frequentemente. Antes de secar o vinho comece a despejar o caldo de legumes aquecido, uma concha por vez,a té os grãos cozinharem al dente (macios nas beiradas e com uma certa resistência á mordida no centro);
  6. Um pouco antes de chegar à consistência almejada, despeje o purê de mirtilos e misture com a colher de pau;
  7. Adicione o sal, prove, e acerte se necessário;
  8. Desligue o fogo,  misture a colher de sopa restante de manteiga delicadamente, tampe a panela e aguarde uns minutinhos para servir;
  9. Distribua as porções nos pratos, decore com alguns mirtilos e cebolinhas e sirva imediatamente.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Quinoa, milho verde e abacate ao molho de mel e limão: uma combinação surpreendente.





Na tentativa de preparar um jantar rápido e com apenas o que tinha em casa deparei-me com o universo limitado de cebolas, limões, abacate e os grãos da minha dispensa minimalista... aí até me senti no programa "Chopped", aquele em que os chefs tem de executar pratos criativos e saborosos num tempo ridiculamente curto e com ingredientes surpresas que sugerem combinações esdrúxulas.

Limão e abacate... hummm... é o que temos- é o que será! Então escolhi logo a quinoa porque era o grão de cozimento mais rápido que tinha em mãos. No caminho havia uma lata de milho verde que foi imediatamente fisgada. Pausa para dizer que até me provarem o contrário o milho verde em lata é conservado em apenas água e sal, então liberei geral o uso da latinha que recebemos mensalmente na cesta básica do Chéri. 

E funcionou! Com os sabores da guacamole em mente resolvi juntar limão para dar brilho ao sabor amanteigado do abacate e de quebra, quebrar o doce do milho verde. Inventei na hora uma espécie de vinaigrette que despejei por cima do refogado depois de pronto, logo após adicionar o abacate fatiado. Misturei com cuidado para conservar as fatias firmes da fruta e servi para os meus críticos residentes.

O pequeno não teve nem tempo de questionar o que estava em seu prato, provou, gostou e devorou, simples assim. Mas o Chéri ficou desconfiado... milho com abacate, eu sei, eu sei... mas o limãozinho vai equilibrar tudo... espero! E foi o que se deu: cítrico na medida, doce na medida, amanteigado na medida... estava delicioso, comemos tudo e corremos bem nutridos para o cinema, deixando a pipoca para lá!

Refogado de quinoa, milho verde e abacate
rendimento: 2 -3 porções
tempo de preparo: 20 min.

Ingredientes:
  • 1/2 xíc de quinoa crua;
  • 1 cebola pequena cortada em fatias finas;
  • 1 xíc. de milho verde cozido;
  • 1/2 abacate (maduro mas firme) cortado em fatias;
  • cebolinha picada à gosto;
  • sal e azeite;
Para o molhinho de mel e limão:
  • suco de 1/2 limão;
  • 1 pitada de sal;
  • 1 c. sopa de mel (usei nectar de agave);
  • 2 c. sopa de azeite extra virgem;
Preparo do molho: numa tigelinha despeje o limão espremido e acrescente o sal. Misture bem com um fouet de arame. Acrescente o mel e bata novamente para tudo misturar bem. Por último acrescente o azeite uma colher de cada vez, experimentando a cada adição, até sentir os sabores equilibrados (sem muita acidez ou sem muito gosto de azeite, de acordo com a sua preferência)

Preparo:
  1. Cozinhe a quinoa enquanto prepara os outros ingredientes: numa panela pequena despeje a quinoa e junte 1 xícara de água. Deixe ferver, diminua para fogo médio e espere os grãos absorverem todo o líquido. Verifique constantemente a textura dos grãos (eu gosto deles al dente) e o nível da água e adicione um pouco mais de água fervente caso necessário. Escorra os grãos numa peneira e reserve;
  2. Numa frigideira de bordas altas doure as cebolas no azeite e acrescente o milho verde. Refogue por alguns minutos, junte a cebolinha e acrescente o sal;
  3. Despeje os grãos de quinoa e refogue por mais alguns instantes, apenas o suficiente para os sabores interagirem. Acerte o sal e desligue o fogo. Tampe a frigideira para manter o reofgado aquecido enquanto prepara o molho, casa já não o tenha preparado antes;
  4. Despeje o refogado na tigela de servir e junte o abacate e o molho. Misture cuidadosamente para não desfazer as fatias macias do abacate. Sirva quente ou frio.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Batatas picantes à moda cajun e suas revelações


Estou namorando esta receita desde que adquiri o livro "Sabores da horta: receitas perfeitas para cada estação do ano", mas nunca conseguia prepará-la... no meio da semana fazemos refeições mais leves e os últimos fins de semana foram atípicos e atribulados de afazeres que não nos deram a calma suficiente para apreciar o que saía da cozinha.

Até que minha irmã garouta carióóca veio nos visitar e como de praxe requisitou bons quitutes para o jantar. É claro que quando recebo meus queridos abro mão dos bons hábitos frugais em nome de outro ainda melhor: o desfrute à mesa em boa companhia! Em outras palavras: dane-se a dieta e bora comer batatas e beber vinho com a manusca !

E mais uma vez a receita surpreendeu, alçando o livro de onde veio à categoria revelação do ano da minha modesta estante de culinária! Não posso dizer que é um livro altamente explicativo, detalhista, e às vezes até sinto falta de maiores informações como a temperatura do fogo para o cozimento, em qual grade assar, e se é preciso untar a bancada para trabalhar a massa, por exemplo.

Mas por outro lado, o livro traz técnicas até então desconhecidas por mim como de armazenamento e conserva de alimentos, dentre outras. E mesmo que seja a tradução de um livro americano, suas receitas trazem ingredientes cotidianos da minha dispensa em combinações simples e surpreendentes.

E outra revelação provocada por esta receita é a origem da culinária Cajun, que, ao contrário do que pensava até então (de origem mexicana, dããããã), o termo Cajun deriva da denominação "Acadia" -uma colônia francesa de emigrantes -os Acadians- assentada na costa nordeste da América do Norte, incluindo regiões do Canadá e EUA, desde o século XVII. Após disputas de território este pessoar migrou para o sul dos States, precisamente para o estado da Louisiana, na região em que ficou conhecida como Acadiana. Desde então, em contato com outras culturas como a nativa americana, caribenha, africana, espanhola e portuguesa, a riqueza da culinária cajun se expressa de maneira rústica e pratos executados com simplicidade, embora conste uma miríade de temperos em seu repertório: pimentão, cebola e salsão compõem a santíssima trindade desta cuinária (no linguajar dos chefs, conforme informa a santa mãe onisciente wikipedia) e pimenta cayenne, louro, salsa e cebolinha também são sabores predominantes.

Este foi meu rápido e panorâmico olhar sobre a cultura e culinária cajun, o suficiente para provocar cócegas e erupções de interesse e para pensar seriamente em conhecer o Mississippi nas próximas férias ;-)

Nesta receita também se utiliza páprica e seu sabor fica bastante acentuado no prato. O limão cortado em fatias e assado juntamente com as batatas mostrou-se uma técnica bem eficiente na mistura dos sabores. As batatas devem ser de boa qualidade, poís é a estrela do prato. Ficam suculentas e aromáticas... Servi acompanhada de salada de agrião e um bom e alto filé mignon ao ponto.

Só sobraram os limões para contar história, exceto aquele que meu filho distraídamente comeu logo na primeira garfada, pensando que era uma batata... embora eu tenha avisado a todos para cuidarem dos limões! Então recomendo que vc retire as fatias de limão antes de levar à mesa, é o que farei da próxima vez.



Batatas picantes à moda cajun
receita do livro prêmio revelação da minha estante: "Sabores da Horta -receitas perfeitas para cada estação do ano (apenas reduzi as quantidades para servir para 4 pessoas e com o que tinha em casa)

tempo de preparo: 10 min + 30-40 de cozimento no forno
rendimento: 6 porções

Ingredientes:
  • 4 batatas com casca (usei 1 batatéu enorme, daqueles de assar e rechear);
  • 1 limão cortado em seis fatias (usei siciliano);
  • 12 dentes de alho (usei 8 dentes);
  • 3 cebolas roxas cortadas em 8 fatias cada (no sentido longitudinal, não em rodelas... corte ao meio, cada banda ao meio e cada quarto ao meio) utilizei 1 roxa e 1 branca;
  • 4 folhas de louro (usei 3);
  • 3 c. sopa de suco de limão;
  • 1 colher de sopa de purê de tomate (utilizei um resto de molho picante de tomate para tacos que já tinha em casa);
  • sal e pimenta do reino moída na hora;
  • 1 c. chá de páprica;
  • 1/2 c. chá de pimenta cayenne;
  • 1 c. chá de orégano (colhi frescos do meu quintal);
  • 1 c. chá de tomilho (tb fresquinho do meu quintal);
  • 1/2 c. chá de cominho moído;
  • 6 c. sopa de azeite extravirgem;
  • 6 c. sopa de água;
*adicionei por conta e risco uma ponta de colher de chá da minha conserva de pimenta habanero chocolate mega blaster picante)

Preparo:
  1. Préaqueça o forno a 200ºC e ferva água numa panela grande;
  2. Corte as batatas em fatias grossas e cozinhe por 3 minutos na água fervente com um pitada de sal;
  3. Escorra bem e coloque-as numa assadeira de beiradas baixas com o limão em fatias, o alho, a cebola e o louro;
  4. Numa tigela ou jarra misture o restante dos ingredientes com 6 c. sopa de água e despeje sobre as batatas por igual, misturando tudo para cobri-las bem;
  5. Asse (eu assei na grade do meio) por 30-40 minutos, até as batatas ficarem al dente e o líquido secar. Vire-as durante o cozimento usando uma espátula. Sirva quente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um jantar frugal com salada de agriao, laranja, endívias e molho de iogurte grego



Às vezes me perco e desvio do caminho das coisas simples. Mas então basta um momento de tranquilidade e contemplação e me dou conta de um céu azul magnífico e uma brisa fresca batendo no corpo todo. E então me dá vontade de cuidar da horta e dar uma corrida na minha praçona. Passeio os cachorros, alimento os gatos e sem tratos à bola resolvo o jantar.



 O agrião é de nossa modesta safra de 4 pés e nunca experimentei sabor mais picante e folhas  mais rijas. O molho de iogurte grego foi invenção do Chéri e é tão simples quanto bom: 1/2 xícara de iogurte grego, 2 pimentas vermelhas frescas picadinhas, 3 talos de cebolinha picada, um fio de azeite, um squeeze de limão siciliano e sal e pimenta mopida na hora. Mexe tudo, bota para resfriar e fica excelente com salada, em sanduíche ou barquinhas de endívia.

A laranja finamente cortada foi outra surpresa do Chéri -suave como a sensação de plenitude que os prazeres simples da vida me dão :-)







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Couve de bruxelas com castanhas portuguesas e pancetta e o que temos no verão: Frutas , verduras e legumes de época.




Consumir produtos de época não é apenas uma chatice bio: os alimentos cultivados e colhidos em seu ciclo natural são muito, mas muito mais saborosos. Obviamente que os preços menores e a suposição de que necessitam de menos interferência química e humana no cultivo são grandes e luminosos atrativos para mim.

Mas o sabor é superior! Compare os tomates que você paga os olhos da cara em julho com os que são vendidos agora, em plena estação... mais firmes, suculentos e densos no sabor!

Mas como neste bananão tropical em que vivemos as estações não são marcadas por grandes diferenças de temperatura e paisagem e muitos produtos são cultivados por todo o ano, não dedicamos muita atenção à sazonalidade - sutil, porém existente.

Há apenas poucos anos comecei a prestar atenção e preferir o consumo dos produtos sazonais. E ainda não tem sido tão fácil identificálos. Se você frequenta uma feira de produtos orgânicos ou tem oferta diversificada destes produtos no seu supermercado, tudo bem, dificilmente encontrará morangos em janeiro. Mas no geral é uma loucura: embora a tendência dos produtos de época custarem menos, até hoje me surpreendo quando encontro uma bandeja de morangos  e ainda mais barata do que a de figos no verão.

Por isso consulto sempre a tabela de produtos da época da CEAGESP (dica da Ana Elisa do blog la Cucinetta), mas para incentivar facilitar a vida de quem está a fim de consumir o que tem de mais saboroso no mercado, fiz uma seleção de alguns produtos, sobretudo pensando naqueles que não são produzidos todo o ano, perdem muito no sabor e realmente desaparecem dos mercados  ou são encontrados a preço de ouro fora de sua época.

FIM DA ESTAÇÃO:
  •  ACEROLA;
  •  MANGA;
  • MARMELO;
  • CASTANHA PORTUGUESA;
  • COUVE DE BRUXELAS;
  • ENDÍVIAS
EM ALTA:
  • CARAMBOLA;
  • FRUTA DO CONDE (PINHA);
  • FIGO;
  • GOIABA;
  • PEPINO;
  • TOMATE;
  • JILÓ;
  • QUIABO;
  • PIMENTAS EM GERAL;
INÍCIO DA TEMPORADA:
  • GENGIBRE;
  • CHICÓRIA (ESCAROLA); 


E como estou de muitíssimo bom humor porque ontem cumpri a tarefa mais chata de todos os tempos -comprar material didático e escolar para o filho em livrarias e papelarias repletas crianças desgovernadas e adultos inertes diante da dúvida do modelo do compasso especificado na infindável lista -selecionei ainda algumas receitas dos blogs e sites que frequento, para quem quiser aproveitar, antes que eles sumam até a próxima colheita!

Bolinhos com geléia de acerola da Valentina

Gelado de Figo e balsâmico da Fer

Salada de figo e rúcula, também da Fer porque esta salada eu já fiz e é um espetáculo

Sorvete de goiaba da Ana Elisa que é divino, experiência própria!

Galette de figos da Pat (sim, sou louca por figos e qualquer preferência não é mera coincidência);

Gengibre cristalizados do David Lebovitz (receita em inglês);

Quiabo com gengibre ao vapor da Ana Elisa porque parece deliciosamente simples e inusitada;

Okra Pilau da Elise porque me deu vontade de cozinhar para o jantar! (receita em inglês, mas repleta de imagens para ajudar a compreensão)

Se alguém tiver alguma receita sazonal bacana, fique a vontade para me enviar o link nos comentários!


E foi assim que então me dei conta de que a temporada de couve de bruxelas -que eu adoro- está no fim e este é um daqueles produtos que somem depois da sua estação! E a receita que preparei veio a calhar, pois também combina castanhas portuguesas, outro produto amado que já se encontra nos estertores de sua colheita.

Fiz como acompanhamento para um medalhão de mignon brevemente grelhado com sal e pimenta do reino e foi um sucesso absoluto. As raspinhas de limão siciliano fizeram todo o sentido, equilibrando os sabores mais 'braseados' das castanhas e da couve. Mas eu prefiro o bacon à pancetta e da próxima vez é com eles que vou me divertir!




Couve de Bruxelas com pancetta e castanhas portuguesas
receita do livro "Sabores da Horta: receitas perfeitas para cada estação do ano"

rendimento: 4-6 porções
tempo de preparo: 30min + tempo de cozimento das castanhas


Ingredientes:
  • 400g de couve de bruxelas lavada;
  • 100g de pancetta em cubos;
  • 100g de castanhas portuguesas cozidas, descascadas e picadas;;
  • 1 colher de chá de manteiga
  • 1 c. chá de raspas de limão;
  • sal e pimenta do reino moída na hora;

Preparo:
  1. Numa panela grande cozinhe a couve de bruxelas em água fervente por cerca de 5-7 min, até amaciarem mas sem cozinhar demais -as minhas levaram quase 15 min. Escorra e reserve;
  2. Numa frigideira grande ou wok -*wish list 2013*- derreta a manteiga, junte um fio de azeite para evitar queimá-la e frite a pancetta por 5-7 min, até ficar crocante como bacon;
  3. Adicione a couve de bruxelas, as castanhas e as raspas de limão e deixe refogar por 2 min, apenas para misturar os sabores e aquecer os ingredientes;
  4. Tempere com pimenta do reino, prove e acerte o sal, se necessário, pois a pancetta já é salgada.










terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Arroz doce de coco e manga à la Bocuse

Arroz doce é um favorito aqui de casa e gosto de combiná-lo com variados ingredientes e sabores, do mesmo modo que acontece com o risotto. Desta vez adicionei cubinhos da manga mais doce da temporada e côco fresco ralado, pois foi o meu quitute de boas vindas ao Chéri que retornava da Itália e achei que lhe agradariam sabores frescos e tropicais ;-)

O resultado particularmente nos surpreendeu, a manga geladinha e fresca arrancava sorrisos e suspiros a cada colherada premiada e desde então recebo reiterados pedidos de repeteco da receita!

Sempre preparava com arroz arbóreo, pois prefiro o arroz doce que carrega os grãozinhos mais firmes e com caldo bem cremoso... até que um dia resolvi arriscar o grão comum utilizando o método de cozimento descrito num livro de sobremesas do Paul Bocuse. O resultado foi para lá de satisfatório pois os grãozinhos mantiveram-se inteiros e 'al dente' e com isto consegui pela primeira vez esvaziar o pote de arroz que vem da cesta básica do Chéri e guardar o meu arbóreo para o preparo exclusivo de risotto.

Não segui a receita original do Bocuse porque a minha é mais simples, menos gorda e com menos ingredientes, mas vou deixar aqui registrada, anotando as minhas adaptações.
Arroz Doce de côco e manga
receita minha, utilizando o método Bocuse, descrito em seu livro "Le desserts de Paul Bocuse"

tempo de preapro:10 min + 25-30 de cozimento
rendimento: 6-8 porções


Ingredientes:

  • 400ml de leite integral (usei 500ml)
  • 1 fava de baunilha;
  • 1 pitada de sal;
  • 100g de arroz (equivalente a 1/2 xíc. de arroz comum (usei agulhinha);
  • 3 gemas de ovo (omiti);
  • 1 c. sopa de creme de leite (utilizei 1/4 xíc.);
  • 20g de manteiga  em cubos (omiti);
  • 60g de açúcar (equivalente a 6 c. sopa, utilizei apenas 4 colheres);
  • 1 tira de casca de laranja ou limão (utilizei 1 casca grande limão siciliano sem a parte branca);
  • 1 manga tommy grande cortada em cubos; (minha adição)
  • 1 xíc. de côco fresco ralado; (minha adição)


Preparo:

Preparo do arroz (método 1 do Bocuse)
  1.  Utilize um arroz comum de boa qualidade. lave-o bem, repetidas vezes em abundante água fria até que ele não turve mais a água;
  2. Despeje-o numa panela com água fervente e deixe-o em ebulição por 2 minutos;
  3. Escorra-o e lave-o novamente em água morna (eu lavei em água fria da torneira mesmo) escorra-o bem e reserve (deixe escorrendo enquanto prepara os demais ingredientes);
Preparo do arroz doce:
  1. Numa panela grande (de preferência de fundo grosso para evitar queimar o fundo) despeje o leite, o sal e a fava de baunilha (aberta no sentido longitudinal e com as sementes raspadas com a ponta da faca -veja no final do post  este vídeo de como abrir a fava de baunilha e raspar as sementes, do blog super fofo 'Like a strawberry milk'). Deixe ferver;
  2. Despeje o arroz no leite fervendo e mexa com uma colher de pau. Quando o leite voltar a ferver tampe a panela e leve para cozinhar em forno médio (180ºC) por 35 minutos.Não mexa durante o cozimento. (Eu cozinhei na boca do fogão mesmo, em fogo médio baixo, panela semi tampada, por cerca de 20-24 minutos);
  3.  Se estiver fazendo a receita do Bocuse, retire do forno, adicione o açúcar (segundo Bocuse, o açúcar adicionado no início do preparo interfere na consistencia ideal do cozimento do arroz) deixe esfriar alguns minutinhos e, numa outra panelinha eaquente o creme de leite fresco em fogo baixo, desligue o fogo, misture as gemas e depois incorpore a manteiga, mexendo até derreter. Despeje cuidadosamente na panela do arroz, mexendo com um garfo para não formar grumos.
  4. Agora se estiver fazendo a minha versão, prove o arroz após 15-20 minutos e quando os grãos  estiverem al dente, diminua para fogo baixo, adicione o açúcar e o côco ralado e misture;
  5. Por último, acrescente a manga e cubos, mexa até incorporar, desligue o fogo. Adicione então o creme de leite fresco, apenas se achar que o caldo está muito espesso e até atingir a consistência de sua preferência. Lembre-se que depois de frio o arroz doce resseca, então deixe um pouco mais fluido do que gostaria;

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Quiche de Aspargos para um dia de trégua no calor inclemente




Quando uma amiga me pediu uma boa receita de massa de abrir com rolo fiquei tomada pela idéia, afinal, era um dia de tempo ameno e chuvoso, perfeito para preparar massa sem lambança de manteiga derretida na bancada pelo calor ambiente. Além disto, um ótimo destino para o meu precioso maço de aspargos.

Não acho uma receita trabalhosa e depois da massa pronta e pré-assada, tudo o que você precisa fazer é dispor os ingredientes em camadas, grelhar rapidamente os aspargos e bater ovos e creme de leite fresco em uma tigelinha, com garfo ou fouet.

Mas esclareço que considerando as poucas superfícies de trabalho que tenho na minha cozinha, receita prática é aquela que não se usa batedeira, processador ou outros gadgets que preciso tirar do armário, montar, desmontar, lavar e liberar minha bancada para dar continuidade no preparo.

Neste conceito, é uma receita prática, embora o envolvimento de várias etapas possa significar complexidade e complicação para muita gente, e provavelmente para mim também... em algum outro momento ;-)

 A quiche ficou muito boa: aspargos rijos e crocantes envoltos por um creme macio com gosto discreto de queijo. Comemos um pedaço cada um no jantar e levamos no dia seguinte para nossos respectivos trabalhos, porque fria também é uma delícia.



Quiche de Aspargos

ligeiramente adaptada da receita do recém adquirido "Sabores da Horta -receitas perfeitas para cada estação do ano"

tempo de preparo: 1h (30min para a refrigeração da massa) + 30 min de forno
rendimento: 1 torta redonda de aprox 23cm de diâmetro


Ingredientes:

Para a massa:
  • 175g de farinha de trigo (1 e 1/2 xíc)
  • 45g de banha gelada em cubos; (substitui por manteiga)
  • 45g de manteiga gelada em cubos;
  • 1 pitada de sal;
Para o recheio:
  • 175g de aspargos (utilizei 9 aspargos grossos);
  • 115g de cream cheese (substitui por iogurte grego e, como minha balança etá quebrada utilizei a quantidade suficiente para cobrir generosamente o fundo da torta);
  • 2 c. chá de tomilho picado (fui no meu canteiro e colhi uns 5 raminhos que utilizei inteiros mesmo pq não me incomodo em 'pescar' um galhinho fino no recheio, mas isto é com vc);
  • 85g de cheddar curado em cubinhos (utilizei o queijo bola pq o livro é americano e este cheddar curado não é aquele queijo laranja e pastoso que se vende por aqui. ah! e me confundi nas quantidades e utilizei 185g, ao invés das 85... sorta de quem comeu!);
  • 2 ovos;
  • 150ml de creme de leite (utilizei o fresco);
  • azeite;
  • pimenta do reino moída na hora;
  • sal

Preparo:

  1. Comece pela massa. Em uma tigela ou superfície de trabalho peneire a farinha e o sal. Adicione a manteiga cortada em cubinho e com as pontas dos dedos vá misturando até obter a consistência de uma farofinha;
  2. Adicione as 2 c. sopa de água gelada ou fria e misture. Forme uma bolca com a massa e, se necessário, acrescente mais um pouquinho de água. Mas não exagere. A massa fica esfarelenta sim, mas o suficiente consistente para quando pressionada entre as mãos forme uma bola sem desmanchar. Embrulhe esta bola de massa em papel filme leve a geladeira por no mínimo 30m. 
  3. Pré aqueça o forno em 200ºC.  Retire a massa da geladeira e abra a massa em um círculo um pouco maior do que o fundo da forma numa superfície levemente enfarinhada. Aqui vc pode usar o rolo ou uma garra ou copo de vidro, ou ainda as mãos.
  4.  Não se preocupe se  a massa partir em alguma parte porque é só remendar com um pedacinho de outra parte, apertar com os dedos e pronto: massa auto cicatrizante! Transfira a massa para a forma e aperte-a até cobrir completamente o fundo e as laterais. Forre o fundo com papel manteiga e cubra com feijões (isto impede a formação de bolhas de ar). Asse por 10 min (a receita não especificou então assei na grade do meio do forno);
  5. Retire o papel manteiga e os feijões e asse por mais 5 min. Se perceber que bolhas de ar estão formando abra o forno e faça uns furinhos na massa com a ponta do garfo. Retire a massa do forno, diminua a temperatura para 180ºC e vá comece a preparar o recheio, que é rapidíssimo;
  6. Numa chapa quente (ou frigideira bem aquecida, ou grill elétrico...) grelhe os aspargos (eu costumo retirar uns 2 cm da base dos aspargos, porque é a parte mais dura e fibrosa e guardo para fazer clado de legumes) regados com um fio de azeite, 2 minutos de cada lado, ou o suficiente para amaciá-los por dentro e tostá-los levemente por fora. Reserve.
  7. Espalhe o cream cheese (ou o iogurte grego0 sobre o fundo da massa, salpique o tomilho e um pouco de pimenta do reino;
  8. Agora espalhe os cubinhos de cheddar curado ou o queijo que escolher (pense em um que derreta bem e não seja muito forte, pois vc não quer mascarar o sabor suave e sublime dos aspargos!);
  9. Ajeite os aspargos por entre os cubinhos de queijo, deixando as pontas curvadas para cima, para um efeito visual mais irresistível;
  10. Bata numa tigela (com um garfo ou fouet) os ovos, o creme de leite fresco, o sal e a pimenta.  Regue sobre a torta;
  11. Leve ao forno por 30 min ou até dourar e firmar. Sirva quente ou fria.