segunda-feira, 16 de julho de 2012

100% brazuca: milho verde cozido e torradinhas de espinafre, ovo e parmesão



Mais uma vez, não consegui uma boa foto... mas estas torradinhas com milho verde cozido, amarelinho, nos renderam um jantar delicioso com cores e sabores bem brasileiros e sazonais.

Desde pequena comia estas torradas de espinafre na casa da minha avó e sempre as achei deliciosas. Quando fiz a sopa da véspera, utilizando poucas folhas de espinafre para complementar o gostinho das favas, já sabia o destino do restante do maço.

Das torradinhas da minha infância apenas acrescentei uns farelinhos de ovo cozido antes de polvilhar o parmesão ralado e adorei o resultado! Você pode refogar as cebolas no azeite antes de cozinhar rapidamente o espinafre, mas eu recomendo com R MAIÚSCULO refogá-las na manteiga, e sem miguelagem, pois seu sabor ambrosíaco aparecerá em cada mordida e tocará seu coração!



Torradinhas de espinafre, ovo e parmesão

tempo de preparo: 20 min + alguns minutinhos de forno
rendimento: 16 torradas


Ingredientes:

folhas arrancadas e lavadas de 1 maço de espinafre;
1 ovo cozido;
1 cebola cortada em cubinhos;
2 un. de pão francês fresco ou amanhecido;
um bom punhado de queijo parmesão ralado para cobrir cada torrada. Para ficar 100% brasileiro utilize meia cura ralado, eu não tinha :-(
1 colher de sopa bem cheia de manteiga;
sal e azeite

Preparo:

1. Aqueça o forno em 190ºC, corte os pães em fatias de aprox.0,5cm de espessura, disponha-os em uma assadeira (eu uso de beiradas baixas com furinhos no fundo) e leve-as ao forno para torrar apenas um pouco (aprox. 6 min ou até que elas sequem mas não dourem). Isto as deixará mais crocantes e resistentes à umidade do espinafe refogado.

2. Enquanto isto, cozinhe o ovo e prepare o espinafre para refogar, cortando suas folhas em tiras;

3. Retire as torradas e deixe o forno ligado;

4. Descasque o ovo e com a ajuda de um garfo  amasse-o para formar uma farofinha;

5. Em fogo médio, refogue a cebola na manteiga, com um fio de azeite para não queimá-la. Assim que a cebola estiver bem macia e transparente aumente o fogo e despeje as folhas do espinafe. Mexa para misturá-lo com as cebolas refogadas e assim que o espinafre começar a ficar macio, desligue o fogo, para não juntar água.

5. Cubra as torradas com o espinafre refogado, acrescente o ovo esfarelado e, por último, salpique com o parmesão ralado;

6. Leve as torradinhas novamente ao forno apenas o tempo necessário para o queijo gratinar.

Sirva com milho cozido cozido para um jantar mais frugal ou sirva-as acompanhando um belo rosbife ao molho madeira, como era na casa da minha avó... miaaaaaaaaaam! Até as crianças vão adorar!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Gazpacho de tomate e Chucrute com Salsicha



Semana passada, quando uma onda de calor inundou nosso inverno tropical, a Fer, do blog Chucrute com Salsicha publicou uma receita de gazpacho de tomates que me deu água na boca e vontade de fazê-la no mesmo dia. Porém, na correria de mudança, encaixotamento, desencaixotamento, encaixotamento de novo e remoção de todos os móveis da casa para a garagem para uma reforma no piso...  aaaaf ... não consegui sequer abrir a minha geladeira!

O fim de semana passou,  as chuvas espantaram o calor intempestivo... mas a vontade de provar o gazpacho permaneceu e, mesmo no friozinho tímido de ontem, após uma corrida de 7km, aquecida e embalada pela endorfina preparei o tal gazpacho para toda a minha grande família de três pessoas, acompanhados de pães franceses quentinhos saídos do forno...

Sucesso total: o gazpacho ficou uma delícia e já entrou na lista dos favoritos! Leve e refrescante para uma noite quente de verão e para nosso inverno brando foi só pesar um pouquinho a mão na pimenta para que produzisse aquele calorzinho gostoso que conforta o corpo.

Fiz pequeníssimas adaptações na receita, mais por conta da ausência de alguns ingredientes na minha dispensa do que por ousadia e vontade de criar: no lugar do jerez (vinagre gourmet produzido no sul da Espanha, que nem tive tempo de procurá-lo) usei uma mistura de vinagre de vinho tinto e melado de romã -este na tentativa de atribuir algum sabor andaluz à receita ;-)

No mais, tomatinhos cerejas vermelhos e amarelos (1 caixinha de cada), nacos de 1 pão francês amanhecido, 1 xícara de água, sal, pimenta do reino moída na hora e azeite, tudo batido no liquidificador até obter uma mistura homogênea, servidos em cumbucas e finalizados com alguns tomatinhos, mais um fio de azeite e uma boa salpicada de pimenta do reino.

Este gazpacho é simples de fazer: você só precisa de um liquidificador e bom senso para dosar os ingredientes que lhe darão consistência, acrescentando um pouco mais de pão, tomate ou água... e equilibrando os temperos de acordo com o seu gosto!

*O rendimento para estas quantidades aproximadas é de três porções iguais a da foto*

Mais a dica mais valiosa aqui é conferir e experimentar outras receitas do Chucrute com Salsicha, todas até agora testadas e aprovadas, além das fotos inspiradoras e dos textos despretenciosos e sempre bem humorados!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Para o primeiro aniversário do Café... uma Charlotte!





O Café Charlotte começou tímido, com posts bem eventuais  e escondido das buscas do google há exatamente um ano.  Antes de iniciar uma empreitada fadada ao engavetamento depois dos primeiros meses de empolgação (se isto não acontece de vez em quando com você, parabéns!), resolvi esperar o hábito e a certeza do prazer de alimentá-lo se assentarem para então me jogar na rede.

Apesar de não ser esta a origem do nome do blog, nada mais adequado que uma linda Charlotte de frutas vermelhas enfeitada com fita para comemorar o primeiro ano do Café!

É uma sobremesa trabalhosa que nunca havia feito na vida. Realizada em várias etapas e com uma considerável possibilidade de vê-la desmoronar no final. Mas este risco é a minha cara e decidi assumir e publicá-lo mesmo se toda troncha e remendada, afinal, nem só de acertos vive uma cozinha.
Havia planejado fazê-la em uma forma menor, com mousse até o topo e berries diversas transbordando os as laterais formadas pelos biscoitos, mas como quase todos os meus parangolés culinários ainda estão encaixotados, utilizei a única e enorme forma de fundo removível que havia disponível... o que resultou numa necessidade de mousse e biscoitos em maior quantidade que eu não dispunha então improvisei como pude ;-)







Felizmente a minha Charlotte não desmoronou, restando apenas alguns detalhes para aperfeiçoar na próxima e que não comprometeram seu sabor divino e refrescante: a mousse de morango foi praticamente engolida pela mousse de framboesa e amora (esta última fiz em maior quantidade e deveria ter invertido as camadas) e os biscoitos champagne ficaram um pouco desajeitados porque sobraram alguns espaços entre eles pela falta de uma unidade na sua montagem.

Poderia ter comprado biscoitos prontos e perfeitinhos mas quis fazer eu mesma, começando do zero, afinal, esta é a minha viagem. Os biscoitos ficaram melhores e mais baratos do que os industrializados e se conferir a receita verá que é mais fácil do que assar bolos!




As mousses de frutas vermelhas foram as melhores que já preparei e a partir delas aprendi uma nova técnica usando apenas gelatina em folha, creme de leite fresco, polpa de frutas e um tiquinho de açucar. Estes poucos ingredientes e a pouca adição de açucar não mascaram o sabor das frutas e você pode dosar a quantidade de gelatina para uma consistência mais ou menos firme.  


 

Que venham muitos anversários do Café, muitas Charlottes, quitutes e outras guloseimas para todos nós!

Charlotte de frutas vermelhas
(receita do blog Cannelle et Vanille)

Para a base e as laterais:


Biscoito Champagne


rendimento: 16 unidades médias + 1 disco de aprox. 22 cm de diâmetro
tempo de preparo: 20 min + 10 min de forno para cada assadeira

Ingredientes:


3 gemas;
75g de açúcar;
3 claras;
50g de açúcar de confeiteiro peneirado;
75g de farinha de trigo;


Preparo:

Pré aqueça o forno em 175ºC e prepare forre duas assadeiras grandes de beiradas baixas com papel manteiga para os biscoitos em formato de palito e uma assadeira de pizza para a base redonda da Charlotte

1. Na tigela da batedeira bata as gemas e o açúcar comum até obter uma mistura clara e espessa.
2. Se não tiver outra tigela de batedeira, despeje esta mistura das gemas num recipiente, lave e seque muito bem a tigela, coloque na batedeira e bata as claras em neve;
3. Antes de obter picos firmes, vá acrescentando às claras o açúcar de confeiteiro e continue batendo até obter a consistência de um merengue (picos firmes e coloração brilhante);
4. Desligue a batedeira e com a ajuda de uma espátula de silicone incorpore cuidadosamente a mistura das gemas (bata esta mistura com um garfo antes de incorporá-la para dissolver eventual grânulos de açucar que podem se formar enquanto você bate as claras);
5. Por fim, incorpore com o mesmo cuidado (para não desmontar o merengue) a farinha;
6. Coloque esta massa num saco de confeiteiro com um bico liso de aproximadamente 1 cm de diâmetro (ou utilize um saco de plástico firme como os ziplocks e faça um corte em um dos cantos de aproximadamente 1cm);
7. Molde os biscoitos na assadeira forrada (não precisa deixar muito espaço entre eles porque não se expandem para os lados), salpique açucar de confeiteiro peneirado por cima e leve ao forno (na grade do meio) por cerca de 10 min. ou até que atinjam uma coloração dourada e que estejam firmes ao toque.
8. Retire do forno e espere esfriar completamente para removê-los.

Mousse de Morango

200g de polpa de morango (morango lavado, picado e processado no mixer);
20g de açúcar;
2 fls de gelatina;
200g de creme de leite fresco batido em ponto de picos suaves;


Preparo:

1. Aqueça numa panela a polpa do morango e o açúcar. Quando começar a levantar fervura e retire do fogo;
2. Enquanto isto, coloque as folhas de gelatina para hidratar em um pouco de água gelada por cerca de 3 minutos;
3. Retire a gelatina da água, esprema-a com as mãos para retirar o excesso de água e então misture-a na panela da polpa de fruta, mexendo bem para dissolvê-la por completo;
4. Enquanto esta mistura de frutas esfria bata o creme de leite na batedeira ate obter picos suaves;
5. Quando o purê de frutas atingir a temperatura ambiente junte-o ao creme batido, incorporando-o delicadamente para não desmontar o creme e até que tudo esteja homogeneizado;


Mousse de amoras e framboesas

200g de amoras (frescas ou congeladas);
200g de framboesas (frescas ou congeladas);
40 g de açucar;
4 fls. de gelatina;
400g de creme de leite fresco;


Preparo: proceda do mesmo modo da mousse de morango.



Para decorar a Charlotte:

1 caixa de morangos frescos;
um bom punhado de mirtilos, amoras e framboesas;
um outro punhado de pistaches descascados e triturados grosseiramente;
um laço e uma fita grossa do diâmetro da Charlotte



Montagem da Charlotte:

1. Utilize uma forma redonda de fundo removível do mesmo diâmetro da base do biscoito que assou e preencha suas laterais com os palitos de biscoito com o lado plano virado para dentro da forma.

2. Encaixe a base de biscoito, aparando um pouco das bordas se necessário para encaixar bem. (eu fiz  o procedimento inverso, primeiro encaixei a base, deixando uma folga para os biscoitos das laterais e deu certo, embora os biscoito ficassem levemente inclinados para fora. Acho que deixar a base por ultimo deixa tudo melhor encaixado);
3. Despeje a mousse de morango (ou a outra, se preferir) sobre a base e leve ao freezer por aproximadamente 1h para firmar bem;
4. Enquanto isto, prepare a outra mousse e despeje-a sobre a mousse congelada. Alise a superfície com uma espátula e leve ã geladeira por ao menos 4 horas, de preferência por toda a noite;
5. Retire a Charlotte da geladeira e certifique-se de que a mousse está bem firme. Desenforme o fundo removível e transfira a Charlotte para o prato de servir.
6. Corte a fita no diâmetro da Charlotte e cole uma fita dupla face em uma das pontas para uní-la.
7. Disponha as frutas lavadas e secas sobre a Charlotte, preenchendo todo o seu topo, com o cuidado para não forçar os biscoitos das laterais;
8. Por último, salpique o pistache moído grosseiramente e sirva imediatamente



terça-feira, 3 de julho de 2012

Bolinhos de banana e chocolate para o primeiro picnic na nova vizinhança






Nos loucos dias de Rio +20 as aulas nos colégios cariocas foram suspensas  e parece que também alguns serviços públicos... o que fazer então as mães que trabalham na iniciativa privada e não contam com babás para cuidar de seus rebentos?

Encomendam seus filhos ao parente disponível mais próximo, que no caso da minha irmã felizmente era eu! Foi assim que recebi a visita do meu amado sobrinho por alguns dias e, obviamente, quis paparicá-lo com gostosuras da dindinha.

Os dias estavam lindos e não muito quentes, condições perfeitas para um piquenique em alguma das duas únicas árvores frondosas da praçona localizada há poucos metros da minha nova casa.


 

 


E é aqui que revelo a vocês minha teoria de porquê os brasileiros não fazem piqueniques com frequência, atribuindo a este fenômeno uma grande razão: falta de arborização adequada (leia-se aqui árvores que dão bastante sombra) nas  praças e parques existentes neste vasto Bananão. Sim, porque no calor tropical que se alastra por nossas quatro estações (a propósito, alguém viu um inverno por aí? Porque aqui em Campinas estamos em quase trinta graus!) não há comida nem cucurutos que  resistam a meia hora de sol inclemente direto na chapa!

Uma pena no geral, mas uma grande sorte para mim pois justamente na 'minha' praça existem dois ficus enormes produtores de sombras deliciosas, perfeitas para ler jornal e estender a toalha xadrez, mesmo com o sol a pino. Num deles fizemos o nosso piquenique e, em meio a frutas, tomatinhos cereja, nossos cachorros correndo desarvorados, sucos naturais para os pequenos, espumante para os grandes, formigas hercúleas carregando migalhas do dobro de seus tamanhos, sanduíches saudáveis de pesto e queijo branco e outros de manteiga de amendoim e geléia de morango (pedido especial do meu sobrinho!)... o grande sucesso entre as crianças foram os bolinhos de banana e chocolate.


 

 


Realmente, estes bolinhos estavam deliciosos e fofinhos, não sei se porque assados em forminhas individuais mas o fato é que ficaram tão aerados que nem parecia bolo feito à base de óleo, que normalmente produz uma massa mais densa.

Além de  gostosos, são fáceis de preparar e esta receita servirá de base para você combinar tantos outros ingredientes sua imaginação permitir!


Bolinhos de banana e gotas de chocolate


tempo de preparo 20min + 25-30 min de forno
rendimento: 16 forminhas de cupcake + 1 bolo inglês pequeno


Ingredientes:
  • 3 xic. farinha de trigo
  • 1 colh. (chá) bicarbonato de sódio
  • 3/4 colh. (chá) sal
  • 3 ovos grandes
  • 2 xic. açúcar cristal
  • 1 1/3 xic. óleo vegetal (uso de girassol ou canola)
  • 2 colh. (sopa) de extrato de baunilha.
  • 2 xic. de bananas maduras amassadas com o garfo (meça depois de amassadas)
  • 1 xic. de gotas de chocolate (usei mescladas branca e preta)
  • 1/2 xic. buttermilk (leite + uma colher de chá de vinagre)

Preparo :
  1. prepare as forminhas de muffin ou cupcake forrando-as com forminhas de papel   e, se quiser fazer um bolinho inglês unte-a com óleo ou manteiga e pré-aqueça o forno a 180ºC. 
  2. Numa tigela, misture a farinha, o bicarbonato e o sal. Em outra tigela maior, misture com um garfo ou colher os ovos, o óleo e o açúcar, até que fique homogêneo. 
  3. Junte a farinha à mistura de ovos, misturando com a colher ou garfo, apenas o suficiente para incorporar a farinha. A massa ficará bem densa. Acrescente o extrato de baunilha, as bananas, as gotas de chocolate, o buttermilk e misture até conseguir uma massa homogênea. 
  4. Distribua nas formas e leve ao forno por 25-30 minutos ou até que um palito inserido no centro dos bolos saia limpo.
  5. Retire do forno e deixe esfriar por 10 minutos antes de desenformá-los. Remova das formas e deixe que esfriem completamente. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Omelete de quinua, aspargos e tomate cereja



Para um jantar corrido de meio de semana, quando metade dos seus utensílios de cozinha estão encaixotados esperando a mudança do fim de semana, quando você está um caco depois de um dia correndo atrás de documentos e telefones de prestadores de serviços, trabalhando feito uma louca para resolver aqueles pepinos que caíram no seu colo justamente quando precisava de um pouco de tempo para resolver assuntos pessoais... e quando você chega em casa verde de fome e tem menos de 1h para preparar uma refeição e comer, antes de sair correndo para o último compromisso do dia, esta receita super saudável,  frugal, colorida e saborosa, é o seu número! 


A receita inspirada nesta aqui foi ao encontro do meu mais antigo caso de amor na cozinha: OVOS. Fui fisgada pela combinação do quinoa na massa da omelete, a qual, de fato, revelou-se uma daquelas idéias geniais  que fazem pulular conexões neurais na porção gourmet da minha mente :-)

Os grãozinhos de quinoa pontilharam a massa lisa de ovos, trazendo textura e novidade à omelete.  Os legumes usados para o recheio busquei na minha lista de favoritos então não tinha como dar errado, mas o splash de limão espremido com que os temperei surpreendeu, realçando as pimentas do reino branca e preta moídas na hora.


Na pressa já ficou uma delícia, imaginem quando feita na tranquilidade em que o preparo de uma refeição merece!






Omelete de Quinua, Aspargos e Tomates Cereja
(inspirada e adaptada livremente do blog Chef in You)
tempo de preparo: 20 min
rendimento: 2 porções para o jantar ou 1 para o almoço

Ingredientes:

2 ovos frescos e orgânicos;
2 c. sopa de quinua;
8-10 tomates cereja cortados ao meio;
5-6 aspargos frescos, cortados em pedaçoes de 4-5 cm;
1/2 meia cebola cortada em rodelas;
1 c. sopa de manteiga;
Azeite  q. b.;
sal e pimenta do reino (usei preta e branca) moídas na hora;
1 espremida de limão;
1. c. chá de gergelim preto;


Preparo:

1. Cozinhe em fogo médio a quinua, numa frigideira de beirada alta (ou numa panelinha) com um dedinho de água até os grãos ficarem macios, mas ainda com uma certa resistencia à mordida. Isto levará cerca de 10 min;
2. Enquanto isto, lave e seque os seus legumes, pique-os conforme descrito acima e cozinhe no vapor a cebola e os aspargos;
3. Numa tigela pequena despeje os tomatinhos e tempere com um fio de azeite, uma boa espremida de limão, sal e pimenta ao seu gosto e os graozinhos de gergelim. Misture tudo e reserve;
4. Quando os aspargos estiverem al dente e as cebolas translúcidas, grelhe-os rapidamente em fogo alto numa outra frigideira com um pouquinho de azeite. Retire-os do fogo e junte aos tomates temperados;
5. Quebre os ovos numa tigelinha e bata com um fouet ou garfo. Adicione pouco sal.
6. Nesta altura o quinua já deverá estar cozido, se não, acrescente um pouco mais de água e deixe-a secar quase completamente;
7. Nesta mesma frigideira em que está o quinoa, diminua o fogo e despeje os ovos batidos. Com uma colher de pau ou espátula misture os ovos e a quinua delicadamente, quase sem raspar o fundo (você não quer ovos mexidos!);
8. Aumente o fogo para médio e espere até que as beiradas estejam firmes e o centro da omelete cozido, porém ainda com alguns pontos moles (para mim a boa omelete é servida "ao ponto" cozida por fora e que depois de pronta ainda tem um creminho no meio, se preferir "bem passada" deixe cozinhar mais uns minutinhos);
9. Numa metade da omelete disponha os legumes, deixando uma margem (maior do que a que deixei) para que o recheio não pule para fora na hora de virar;
10. Como este recheio é pesado, optei por fazer apenas uma virada, com a ajuda de uma espátula. No fim, acho que este formato, ao invés do tradicional, dá uma aparência apetitosa ao prato, pois deixa aparente, saindo pelo ladrão, algo assim bem porn... seu recheio colorido e suculento! 
11. Transfira para os pratos, salpique mais um pouco de pimenta e sirva imediatamente, puro ou acompanhado de umas fatias de pão e uma taça de vinho branco ;-)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pudim de côco com calda de caramelo salgado e crocantes de gergelim





Inventei esta sobremesa para dar cabo ao restinho de creme de leite fresco que sobrara da saga da fantástica calda de caramelo e flor de sal. Preparei como se fosse uma panna cotta, acrescentando côco fresco ralado e substituindo a quantidade de creme de leite que me faltava por leite integral.  

O pudinzinho ficou extra cremoso assim: se tivesse um grama a menos de gelatina se desmancharia todo. Adorei a textura trazida pelo côco ralado e a calda de caramelo combinou muito bem, esparramando brilhinhos vibrantes de flor de sal nos sabores suaves desta sobremesa. Somente para fazer firula, fui no embalo do sucesso caramelístico da calda diretamente ao pódio da conquista de mais uma técnica açucarada: crocantes de caramelo e gergelim. Tão gostosos quanto divertidos de fazer!


Pudim de côco com calda de caramelo salgado

Preparo: 15 min + 4 horas de geladeira
rendimento: 4 porções iguais a da foto


Ingredientes

para o pudim de côco

1/3 xícara de creme de leite fresco;
2/3 xícara de leite integral;
2. c. sopa de açucar,
4 g de gelatina em pó sem sabor;
1 c. sopa de água;
2 c. sopa de côco fresco ralado;
1 c. chá de extrato de baunilha;

para a calda de caramelo veja esta minha receita aqui


para os crocantes de caramelo e gergelim

80g de açucar refinado;
1 c. chá de gergelim preto;
3 c. sopa de água


Preparo

Pudim de côco:

1. Unte com água quatro forminhas de pudim ou uma forma grande.
2. salpique a gelatina em pó numa tigela e adiciona 1 c. sopa de água e aguarde cerca de 10 min, tempo necessário para o pó gelatinar;
3. Enquanto isto, numa panela média, aqueça em fogo baixo o leite, o creme de leite e o açucar. Mexa até que o açucar dissolva completamente. Não deixe ferver.
4. Em fogo bem baixo, junte a gelatina que se formou na tigela e mexa bem até que toda a gelatina esteja dissolvida;
5. Ainda sem deixar ferver acrescente o côco ralado e a baunilha, mexa por mais um minutinho e desligue o fogo;
6. A consistência restará líquida mas não se preocupe. Distribua entre as forminhas, cubra-as com um papel filme e leve a geladeira até firmar (as minhas levaram cerca de três horas).
7. Antes de servir, mergulhe as forminhas em um dedo de água fervente, aguarde uns 10 segundos e desenforme diretamente no prato de servir, pois depois você não conseguirá transportá-los sem desfazê-los. Este procedimento deve garantir o sucesso na hora de desenformar!


Crocantes de caramelo e gergelim

1. Prepare a superfície para moldar os crocantes: sobre uma assadeira virada para baixo (ou outra superfície lisa) coloque uma folha de papel manteiga;
 2. Distribua seis cortadores de biscoito por cima do papel manteiga ou, se não quiser usar cortadores de biscoito, mentalize um espaço suficiente para espalhar o caramelo em pequenos círculos com a ajuda de uma colher;
3. Coloque o açucar e a água numa panelinha e deixe ferver em fogo médio por aproximadamente 5-7 min.
4. Vá observando o caramelo se formar à medida que a calda começa a adquirir uma cor âmbar não muito intensa;
5. Então abaixe o fogo, junte as sementes de gergelim, misture bem e desligue o fogo;
6. O caramelo endurece muito rápido então você terá pouco tempo para despejá-lo nos cortadores. Deixe tudo preparado antes de começar a fazer o caramelo;
7. Com a ajuda de uma colher preencha o interior dos cortadores com uma camada fina de caramelo, o suficiente para cobrir toda a superfície;
8. Aguarde alguns minutos para firmarem bem e depois, remova os cortadores puxando-os para cima, balançando delicadamente para os lados. Se o caramelo desgrudar do papel junto com a forma pressione-o levemente com as mãos, de cima para baixo até soltarem;

9. Remova qualquer pedaço de papel manteiga que tenha restado no fundo, umedecendo um tiquinho os dedos, para facilitar a remoção.

Montagem:

1. Sobre o furo dos pudins desenformados despeje a calda de caramelo (morna ou fria, como preferir) e depois decore com os crocantes de gergelim.  

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Momento Atala no Café Charlotte: Risotto de pinhão, ricota e meia cura



Sou louca por pinhões e nesta época transbordo de felicidade ao vê-los aos montes nos mercados, feiras e beira de estrada para vender. Apesar de amar comê-los cozidos à baciada, vivo caraminholando maneiras de utilizá-los na cozinha.

A idéia do risotto não poderia ser mais previsível.

Aproveitando a vibe regional de seu ingrediente principal, resolvi combinar apenas elementos brasileiros como o queijo meia cura ao invés de parmesão e a salsinha. Tudo bem que a ricotta é de origem italiana, mas passou no meu crivo por estar assimilada em nossa cultura e poder ser produzida em qualquer cozinha brasileira.

Achei que o sabor pouco marcante do pinhão pedia um queijo mais suave para não mascará-lo, papel ao qual a ricotta se prestou muitíssimo bem. O queijo meia cura foi outra combinação que imaginei necessária para dar personalidade ao risotto com seu sabor curtido e sua consistência de queijo derretido - desta vez impossível de se obter com a ricotta.

Ficou muito bom e o gostinho especial de prato sazonal com a incorporação de sabores brasileiros em fórmulas clássicas da cozinha internacional  me encheu de satisfação.

Ingredientes:

1 xíc. de arroz arbóreo;
1/2 xíc de cebola em cubos finos e a mesma quantidade de salsão picado fino;
1 xíc. de vinho branco seco;
2. c. sopa de manteiga sem sal e um fio de azeite;
500 ml de caldo de legumes;
1 1/2 xíc. de pinhões cozidos, descascados e fatiados;
1 xíc. de queijo meia cura ralado grosso;
1/2 xíc. de ricota fresca esfarelada com as mãos;
sal e pimenta do reino moída na hora;
alguns ramos de salsinha para decorar


Preparo (para instruções mais detalhadas de como preparar um risotto veja este post aqui):

1. Numa panela em fogo baixo, mantenha aquecido o caldo de legumes e tenha em mãos o pinhão fatiado, o queijo ralado e a ricota esfarelada;
2. Numa panela de boca larga e fundo grosso derreta em fogo médio baixo a manteiga e o fio de azeite (o fio de azeite evitará que a manteiga queime e escureça, comprometendo a aparencia do risotto);
3. Despeje a cebola e o salsão e cozinhe até amaciarem;
4. Despeje o arroz e vá mexendo constantemente, até que os grãos estejam transparentes nas beiradas e branquinhos no centro;
5. Acrescente então o vinho branco e continue mexendo frequentemente, observando o amido do arroz se despregar e trazer cremosidade ao fundo da panela;
6. Aos poucos e sempre antes de todo o líquido secar, vá acrescentando uma concha por vez o caldo de legumes;
7. Quando perceber que o grão de arroz está macio por fora porém no centro levemente resistente à mordida, depeje os pinhões e mais uma concha de caldo e cozinhe, mexendo sempre, até atingir a textura all'onda típica do risotto;
8. Acrescente o sal, mexa mais um pouco e desligue o fogo;
9. Despeje o queijo meia cura ralado, misture e tampe a panela por 2 minutinhos;
10. Diatribua cada porção nos pratos, salpique a ricota por cima, as folhas de salsinha e a pimenta moída na hora;
11. Sirva imediatamente e ainda quente.